terça-feira, 27 de novembro de 2007

Cerimónia da inauguração do Estádio Municipal de Moçâmedes (actual Namibe) «Telmo Vaz Pereira» : 26 de Novembro de 1972





Inauguração do Estádio Municipal de Moçâmedes (actual Namibe) «Telmo Vaz Pereira» : 26.11.1972


Nota: Após ter sido publicada esta postagem, recebi um contacto de alguém que me informou, que, não obstante  de início,  o nome escolhido ter sido "Estádio Municipal Telmo Vaz Pereira", tal não se concretizou.  Manteremos contudo o nome, enquanto aguardamos uma clarificação do assunto, pois não me souberam esclarecer. No livro de Mário Guedes da Silva sobre o desporto moçamedense , consta o "Estádio Municipal Telmo Vaz Pereira".

Estávamos a 3 anos da independência de Angola, quando finalmente Moçâmedes passou a dispôr de um novo Estádio Municipal: o "Estádio Municipal Telmo Vaz Pereira", no local conhecido por "furnas de Santo António". Este local, que ficava perto do antigo campo de aviação, foi aproveitado para o efeito por se tratar de um baixio que se adaptou perfeitamente àquela construção. Uma curiosidade: era para essas "furnas" que em tempo de cheias do rio Bero escoavam as águas que transbordavam do leito,
quando as margens do rio ainda não se encontravam reguladas.


 

                            Descerramento da placa comemorativa pelo Governador do Distrito de Moçâmedes.

 
 Na bancada de honra: o Governador do Distrito, Luis Gonzaga Bacharel, Presidente interino da Câmara Municipal de Moçâmedes, o Eng.Alípio Pinheiro da Silva, Lourdino Tendinha, Presidente da Câmara Municipal de Porto Alexandre.
Sentadas: as respectivas esposas



Este dia, para além da cerimónia tradicional de descerramento da placa comemorativa pelo então Governador do Distrito de Moçâmedes, foi marcado por um desfile de atletas de todas as modalidades desportivas, e ainda por um jogo de futebol disputado entre o Independente de Porto Alexandre e o Varzim Sport Clube. A partir de então, atletas e espectadores passaram a dispor de melhores condições e a cidade em geral passou a beneficiar de instalações mais compatíveis com a época e as necessidades crescentes do um distrito em permanente evolução.





  Desfile de atletas de todas as modalidades no dia da inauguração do Estádio Municipal «Telmo Vaz Pereira», dia 26 de Novembro de 1972



Para trás ficaram os campos de terra batida e sem condições onde se efectuavam os encontros de futebol, primeiro em frente ao edifício dos Caminhos de Ferro, em seguida no largo um pouco mais ao fundo, com bancadas e balneáreos rudimentares, e inadequadas ao tempo.


Os clubes no distrito de Moçâmedes, sem quaisquer subsídios por parte do Estado e das Câmaras Municipais, foram até ao fim da colonização portuguesa, carentes de recursos materiais, e iam sobrevivendo na dependência das quotizações dos seus sócios, das poucas receitas dos jogos que se iam efectuando, e de outros mecanismos como o bingo (quino), festas, etc... Restava o esforço e empenhamento dos atletas, a «carolice» e dedicação de uns quantos, que nas horas de lazer se dedicavam à causa clubista, bem como o incentivador calor dos aplausos das gentes de Moçâmedes no momento dos jogos.   Nunca é demais lembrar que em Moçâmedes os pioneiros do futebol partiram para estas lides adquirindo equipamentos com o seu próprio dinheiro, que suportaram todos os sacrifícios e limitações, treinando e jogando em campos de terra batida, em péssimas condições e que nunca se deixaram vencer, fazendo rejubilar de alegria uma cidade inteira. Nunca é demais lembrar ainda, que desses mesmos campos sairam «vedetas» que foram alimentar o desporto desta modalidade noutras paragens longínquas, levando consigo o nome da cidade, e de Angola. Um exemplo, talvez o máximo, foi Fernando Peyroteo, conhecido por «o pé de canhão», que fez parte dos célebres «cinco violinos» do Sporting Clube de Portugal e da Selecção Nacional e que figurou entre os melhores do desporto português de todos os tempos, chegando a ser seleccionador nacional o ano de 1961. Fernando Peyroteo era natural da Humpata-Angola e inciou-se no futebol em 1832, aos 14 anos, no Atlético Clube de Moçâmedes. E já em meados do século XX, nomes como de João Luis Maló de Abreu que começou em Moçâmedes, sua terra natal, a sua actividade futebolística e que se revelou um grande guarda-redes na Académica de Coimbra, quando para aquela cidade se deslocou para prosseguir os estudos, onde se formou, e onde hoje é conhecido como o Professor Dr. Maló, catedrático da Faculdade de Medicina, principal responsável pela criação do Curso de Medicina Dentária.  E já próximo da independência de Angola as gentes do distrito rejubilaram com a grande proesa do Independente Clube de Porto Alexandre, que foi não só o único Clube do distrito  a ganhar o Campeonato de Futebol de Angola, como a vencê-lo por três anos sucessivos (1969, 1970 e 1971), tendo ficado na posse da monumental taça «Cuca». Uma vitória estrondosa que ficou a dever-se ao esforço abnegado dos seus jogadores e do seu jogador-treinador, Manuel Gancho e de dirigentes tais como Rui Filipe Barreto de Lara e Manuel Trocado. Dessa equipa tri-campeã de Angola fizeram parte: Gavino, Gancho l (treinador e capitão), Gancho ll, Fernando, Cardeal, Quicas, Estrela ll, Estrela l, Osvaldo Bastos, Armandinho, Mário José, Castro, Agostinho e Neto.

Outros jogadores que no decurso dos anos deram também o seu contributo ao Independente Clube de Porto-Alexandre foram: Celestino Carvalho, Tica Peleira, Mário Peleira, Manuel Santos Viegas, Manuel Trocado, Ermelindo Pacheco, Rodrigues, Teofilo, Baraço I, Baraço II, Chiloango, Ernesto Ribeiro, Elisio Alves, Armindo Alves, Hipoólito Freitas, Carlos Lopes Alves Oliveira, Evaristo, Agostinho, Viena, Rolando Cunha, Júlio Cruz, João Faustino, Amaral, Parente, José Armando, Carvalho, Eduardinho, Coimbra, Ambrósio (Cicorel), Segismundo de Sousa, Domingos, Armandinho, Mário José, Castro, Capala, Lino, ...

Apesar do Independente ter sido um dos clubes pioneiros no desporto do Distrito, durante muito tempo este clube viu bloqueadas as suas aspirações de ir mais além, na medida em que não possuia instalações, e o campo de que passou a dispôr para os treinos de futebol, a partir de 1953, reduzia-se a um areal nas traseiras da antiga Delegação Marítima. E também, porque as deslocações semanais a Moçâmedes para participarem nos campeonatos distritais exigiam um grande espírito de sacrificio aos seus jogadores, dado a morosidade e penosidade dos percursos até à década de 50,  uma vez que tinham que atravessar o deserto em incómodas camionetas que chegavam a demorar 4 ou mais horas para percorrer apenas 100 km. Seria caso de nos interrogarmos: o que seria então o Independente, se este clube pudesse disponibilizar aos seus desportistas as condições existentes hoje nos países avançados?


Era aqui que se desenrolavam os primeiros encontros de futebol,
 em frente à Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes, ficando os espectadores sentados
 em cadeiras colocadas ao longo da fachada da mesma

Prossigamos...
Fazendo um pequeno historial sobre o futebol no distrito de Moçâmedes, diremos que o gosto por esta modalidade começou a surgir no decurso de competições entre grupos de bairro que se rivalizavam entre si, sendo de salientar os renhidos confrontos entre os grupos do centro da cidade e os do Bairro da Torre do Tombo,  e que ficaram a marcar esses primeiros tempos que antecederam os anos 20 do século passado. 
Não foi por acaso que os primeiros clubes a avançar com equipas de futebol no distrito de Moçâmedes fossem, o Ginásio Clube da Torre do Tombo (Moçâmedes), e o Independente Sport Clube de Porto Alexandre, como refere Mário António Guedes da Silva no seu livro «Memórias Desportivas do Distrito de Moçâmedes - Angola». Eram equipas pertencente a clubes  fortemente apoiados numa população que tinha nas lides do mar o seu sustento, e fazia desta modalidade um escape nas horas de lazer.

A equipa do Ginásio fragmentou-se com a saída em massa para o Benfica dos seus atletas. 
Armando Guedes da Silva, com um ramo de flores , em cima, à dt.
O Ginásio Clube da Torre do Tombo foi fundado em 24 de Junho de 1919, por iniciativa de abnegados moçamedenses, entre os quais  Óscar Duarte de Almeida, Maurício da Silva Brazão, João Duarte, Manuel Brazão, José de Sousa, Francisco Brito, Álvaro Ferreira, Rogério Viegas Ilha e Evaristo Fernandes. À semelhança do Futebol Clube Belenenses, clube ao qual mais tarde se veio a filiar dadas as suas afinidades com mar, tinha como símbolo o dragão flamejante e as cores azul e branca . Foi também a primeira agremiação desportiva do distrito a adquirir sede própria, com actividades desportivas e recreativas, que incluiam, para além do futebol e do remo, bailes de Carnaval, Pinhata, Reveillons e outras festividades, que se desenrolavam no seu amplo salão, na altura bem frequentado por gente de toda a cidade, que ali procurava divertir-se nos fins de semana. Este clube obteve brilhantes vitórias entre as quais se salienta, no final da década de 20, a vitória contra o fortíssimo time do Sporting de Luanda, por 2-1, tendo alinhado, entre outroa, com os seguintes jogadores: João da Silva Estrela (o popular Pombinha), António Guedes da Silva, José dos Santos Frota, Júlio de Andrade, Aníbal Nunes de Almeida.. 
Na década de 1930, o Ginásio viu-se perpassado por uma grande crise provocada pelo desentendimento entre dirigentes e os atletas, que redundou no abandono de grande número dos seus melhores jogadores, e constituiu um verdadeiro «rombo» para o clube. Tudo começou, quando Armando Guedes da Silva e Júlio de Andrade, encabeçando um processo de desvinculações, não só abandonaram o Ginásio, como levaram atrás de sí para o novo clube, de início denominado Sport Lisboa e Benfica (posteriormente Sport Moçâmedes e Benfica), formado em 9 de Setembro de 1936, outros tantos jogadores, tais como: Edmundo Seixal, Aníbal Nunes de Almeida, Arnaldo Nunes de Almeida, João da Silva Estrela, Artur da Silva Estrela, Carlos Guedes da Silva, João Viegas Seixal e João Martins Pereira Jr., o que representou uma verdadeira catástrofe para o velho clube pioneiro azul e branco. Após esta dissenção que se constituiu numa longa inactividade, o Ginásio conseguiu recuperar e ganhar em 1946 o Campeonato Distrital de Futebol, sem uma derrota, caso único futebol Moçâmedes. Foram Jogadores: João da Silva Estrela, João Viegas Seixal, Antonio Baraço, João Cachopa, Eugénio da Silva Estrela, Artur da Silva Estrela, Antonio Gonçalves de Matos (Sopapo), Abilio Lopes Braz, Eduardo Lopes Braz , Lumelino Trindade e Manuel dos Santos (Caboco). João da Silva Estrela não era apenas estrela de nome, era também uma estrela no futebol do Ginásio, de Moçâmedes, e de Angola.
Passarei a descrever os nomes dos jogadores do Ginásio, que no decurso das épocas, (2) se destacam: Avelino Gonçalves (o mais destacado), Maurício Brazão (estrela),Aníbal Nunes de Almeida, Arnaldo Nunes de Almeida, Armando Guedes da Silva, Júlio de Andrade, António Calão,Mário dos Santos Frota, José dos Santos Frota, Antonio Guedes da Silva, Irmãos Peyroteu, Abílio Lisboa Lopes Braz (estrela), Eduardo Braz, João Viegas Seixal ,Cabral Vieira, António Gonçalves de Matos (Sopapo), João Viegas Ilha, Manuel dos Santos (Cabouco) Arnaldo Bagarrão, Mário Telmo Lisboa Frota (estrela), Rui Bauleth Almeida, Carlos Manuel Guedes Lisboa, Carlos Vieira Calão, Artur da Silva Estrela, Eugénio da Silva Estrela e João da Silva Estrela (Pombinha 1929-1950), este último um brilhante jogador. Por volta dos anos 1950, início de 1960, vamos encontrar alinhando pelo Ginásio uma outra estrela no mundo so futebol,  José Carlos Esteves Isidoro (Zequinha Esteves), que chegou a ser transferido e a alinhar pelo Sporting Clube de Portugal.


Nos últimos anos da colonização portuguesa, o Ginásio, que nos anos 50 havia recebido uma lufada de ar fresco com a formação da sua aguerrida e simpática equipe de basquetebol feminino, esmoreceu e praticamente apagou-se.



O velho campo de futebol de terra batida...



Conforme descreve um conterreâno nosso, o Royal Atlético Clube foi fundado principalmente pelos "Ingleses do Cabo Subamarino". Quanto à foto, refere que se encontram nela Carlos C Santos (sentado à esquerda), Artur Trindade, (2º em cima, da es. para a dt), Velim de Sousa, (no meioo, em cima), e no extremo direito a foto, sentado e com bigode,  Jacinto Pinho Gomes.


O 3º Clube a surgir no distrito de Moçâmedes, foi o «Aristocrata Clube» em 14 de Junho de 1922, designação algo pomposa e logo em seguida substituida por «Royal Atlético Club», designação não menos pomposa, e esta, por sua vez, por impedimento legal, definitivamente substituida por «Atlético Clube de Moçâmedes», com estatuto aprovado em 14 de Julho de 1922, data oficial da fundação.  
Se nos perguntassem o que estaria por detrás da tendência dos moçamedenses para aplicarem de início ao Atlético, designações tão pomposas e algo estrangeiradas, diria que Moçâmedes, por esta altura, contou com a presença de noruegueses que se dedicavam à pesca da baleia, numa fábrica na Praia Amélia, e que nas horas de laser praticavam desporto, muitos deles exímios jogadores de futebol que reforçaram os times da terra (em especial o Ginásio Clube da Torre do Tombo), que beneficiou da boa técnica desses atletas nórdicos, dotados de experiência e dos mais avançados métodos de preparação física e táctica. Partiram e não voltaram. Também na mesma época, encontravam-se estacionados no edifício do Cabo Submarino, funcionários ingleses que nas horas de laser se dedicavam ao futebol.
 
A fundação do Atlético ficou a dever-se aos seguintes desportistas: Eduardo Brazão, Anastácio Gomes Coelho, António da Costa Carvalho Jr. Celestino de Freitas, Cristiano Reis, Domingos Parente da Silva, Fernando Quartim Assunçãoo, Gilberto Gato, João de Jesus Falcão, Manuel Honrado, Sérgio Reinaldo Melim e Segismundo Sampaio Nunes. Porém, segundo refere Mério António Gomes Guedes da Silva no seu livro Memórias Desportivas do Distrito de Moçâmedes - Angola, pg. 2, último parágrafo, «...os auto-intitulados aristocratas foram impotentes para debelar as várias crises por que o Clube passou, devendo-se a sobrevivência do Atlético « prolongada dedicação de alguns dos seus sócios, entre os quais se evidenciam os nomes de Arlindo Cunha, António da Rocha Minas e Raaúl Radich Junior.»


Para algum dos futebolistas do Atlético atrás referidos, vestiram também a camisola do Atlético, Raul Radich Jr., Jorge Radich, Norberto dos Santos, Abel Vaz Pereira, Hugo Vaz Pereira, Sérgio Reinaldo Melim, Gilberto Gato, Domingos Parente da Silva, Cristino dos Santos Reis, Álvaro S Peyroteu, Mário S. Peyroteu, Carlos de Abreu , Fernando Seixas Peyroteu (estrela), Espinha, João de Sousa , Mário Rocha, Mário de Andrade (estrela), Mário Leitão (estrela) , Norberto Gouveia(estrela), João Martins (Latinhas), Roberto Martins (Latinhas) (estrela), José Serreeiro. China, Orlando Teixeira, João Pinto, José Dolbeth e Costa, Joaquim Joãoo da Silva (Mangueta) Rui Mendonça Torres, Mário Seixal Almeida, Leovegildo Varandas, Jaime Viana, Fernando Andrade Vieira, Francisco Melo etc. Fernando Seixas Peyroteo, foi um dos mais brilhantes jogadores de Angola que marcou 700 golos ao longo carreira como avançado centro, tendo alinhado 20 vezes na seleccão. Falecido no ano de 1978, Peyroteo, que se iniciou no futebol na equipe do Atlético Clube de Moçâmedes, e com 15 anos de idade foi seleccionado ,continua a ser invocado como um dos «cinco violinos» do Sporting. e o seu nome invocado como um dos maiores do futebol português.




Nesse mesmo ano de 1822, a 1 de Julho surge um 4º Clube no distrito de Moçâmedes: o «Sporting Club Leitão» formado por um grupo de funcionários da casa Rogado Leitão, de cuja Direcçãoo constavam os seguintes nomes: Francisco Lopes Braz (Presidente), Arménio Rocha Mangericão (Secretário), José Carlos de Freitas Jr. (Tesoureiro), Pedro Parente da Silva, Henrique Sena Jr e Jossé Augusto Quadros (Vogais), sendo o Conselho fiscal preenchido por António Parente Albuquerque e António Leitão Oliveira. Este clube passou a denominar-se Sporting Clube de Portugal em 2 de Agosto de 1822, e no ano seguinte em Assembelia Geral de 22 de Maio de 1923, passou definitivamente a denominar-se Sporting Club de Moçâmedes, tendo como o Sporting Clube de Portugal, do qual se tornaria a 9ªa filial, adoptado como símbolo a águia e as cores branco e verde às riscas. Seria injusto não deixar aqui expressos os nomes de tantos outros jogadores sportinguistas que ainda que não fazendo parte destas foto, ao longo de tantos anos deram o seu esforço em prol do Sporting, tais como: Júlio Seixas Peyroteo (estrela), Emelino Abano, Joaquim Guedes da Silva, Telmo Vaz Pereira (estrela), António Pedro Bauleth, Angelo Nunes de Almeida, Eduardo Sampaio, Pedro Paulo, Rogério Pompeu da Silva, Fernando Vilares, Mário Frota Tendinha, Carlos Maria Inácio (estrela), Alfredo Sales Esteves, Hugo Bento Maia, José Pedro Bauleth (estrela), Adriano Nascimento Jr. (estrela), Carlos Lopes Alves de Oliveira, (estrela), José Costa, Pedro Costa, Manuel Maria Inácio, Pinto, Renato de Sousa, Justo Monteiro, Honorato Monteiro, Francisco de Freitas, Eugénio Alípio, Manuel Veli de Sousa (estrela), José Esteves Isidoro (estrela) etc, etc.. O Sporting foi o único Clube que conquistou quatro campeonatos distritais consecutivos, sendo muitos dos seus atletas dessa época convidados para integrar a selecção. De entre os jogadores do Sporting que mais realce tiveram contam-se: Júlio Seixas Peyroteu, Telmo Vaz Pereira, Carlos Lopes Alves de Oliveira, Manuel Veli de Sousa. Entre os nomes que figuraram nas suas direcções, destacamos: José Carlos de Freitass, Comandante Fragoso de Matos, Arnaldo Sanches Osório e por último, João Thomaz Sena da Fonseca.


Finalmente a 10 de Setembro de 1936, a partir do desentendimento acima referido entre alguns jogadores do Ginásio Clube da Torre do Tombo e a sua Direcção, surge o último clube a ser criado no distrito de Moçâmedes : o Sport Lisboa e Mossãmedes, nome em seguida alterado para Sport Mossamedes e Benfica, depois Sport Moçâmedes e Benfica, tendo por sómbolo águia altaneira e as cores vermelho e branco. Da sua Comissão organizadora fizeram parte nomes como: Caetano José de Almeida, (popularmente conhecido como Cabo Almeida, pertencente ao então corpo da Guarda Fiscal), Júlio Andrade, Armando Guedes da Silva, João Guedes da Silva e João de Almeida. Da 1ªa Direcção do Sport Lisboa e Benfica (1937/1938) fizeram parte: Armando de Freitas Campos, Luciano da Cruz Coquenão, Francisco Antunes da Cunha, Manuel Ferreira Barbosa, António Guedes da Silva, Óscar Duarte de Almeida, Hemitério Alves de Oliveira e Alberto Ferreira da Silva.

Com a formação do Sport Moçâmedes e Benfica, outros tantos jogadores do Ginásio passaram-se para esta equipe deixando o Clube azul e branco completamente desfalcado, enquanto o Benfica ia alcançado retumbantes vitórias, tendo ganho inclusive a Taçaa Inauguração.

Resta salientar aqui nomes de outros tantos jogadores que nas diferentes épocas contribuiram para engrandecer o futebol do Sport Moçâmedes e Benfica: Vitor Fernandes, Mário França, João Rodrigues Trindade Jr., José Braga, Américo Viveiros, Joaquim dos Santos João de Almeida, Alcino Quintino, Adelino Correia, José Ferreira Rangel, Ernesto Ribeiro, Renato Silva, Manuel de Oliveira Leitão, Cachiço. João Teixeira da Silva , Manuel Sales Esteves, Digialme Bernardinelli, José Costa Santos, Camilo Costa, Jaime Ferreirim, Carlos Alberto Trindade Abreu (Nito), Mário Eugénio Freitas de Sousa (Zezo), Vitorino Simão, David Proença, Clélio Cunha, João António Guedes da Silva, Mário António G. Guedes da Silva, Orlando Ferreira Gomes, Ernesto da Luz Gonçalves, Sérgio Nunes da Silva (estrela), João Teixeira da Silva (estrela), Luis Ferreira Rangel (estrela), Narciso Cruz (estrela), Carlos Robero Freitas de Sousa (Beto) (estrela), Jorge Madeira, José Andrade, José Paiva, Casimiro Figueiredo Jorge, Emilio Teixeira, Jorge da Silva Loures, etc

Grande parte deste texto foi elaborado a partir da leitura do livro «Memórias Desportivas do Distrito de Moçâmedes - Angola», de Mário António Gomes Guedes da Silva, que focaliza sobretudo um universo temporal que abrange as quatro primeiras décadas do futebol moçamedense , pelo que ficarão aqui a faltar, por desconhecimento nosso, nomes de muitos desportistas que na altima década da presença portuguesa em Angola, honraram o futebol moçamedense.



MariaNJardim

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2 comentários:

Ilda silvério - Adonai ILDER - MEDICINA ALTERNATIVA disse...

Eu estava aí, vestidinha de branco :)

Ilda silvério - Adonai ILDER - MEDICINA ALTERNATIVA disse...

Eu estava aí no desfile da inauguração, vestida de branquinho com meu fato de ginástica, era aluna do Curso geral de Administração e Comércio da EICIDH - Ilda Maria de Oliveira Costa (agora+Silvério) :)