sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Hóquei em Patins: Sporting Clube de Moçâmedes





















Equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Moçâmedes. Da esq. para a dt.
em cima: Alvaro Ascenso, ?, Carlos e Quim Guedes.Embx: Rio Mangericão, Briguidé, Guto e Rui























Equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Moçâmedes. Da esq. para a dt.
em cima: Reinaldo Chibante (treinador), Rui Mangericão.Geni Guerra, Quim Guedes, Maló de Abreu, Camarinha (treinador)
. Em baixo. Nono Bauleth, Artur Trindade, Castro Alves e Carlitos Guedes. 1954?

 











 














Equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Moçâmedes 1960.

1ª foto: Equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Moçâmedes 1960.
Da esq. para a dt.
Em cima:
Alvaro Ascenso, Marmelete, Carlos Guedes e Quim Guedes
Embaixo:
Rui Mangericão, Leonel Oliveira (Briguidé), Mendes (Calo) e Rui Sampaio.

Hóquei em Patins: Selecção de Moçâmede: 1956



A selecção de Moçâmedes, vencedora do torneio quadrangular de hóquei em patins das Festas da Sra. do Monte em Sá da Bandeira (1956). Participaram as selecções de Moçâmedes, Sá da Bandeira, Nova Lisboa e Benguela. A final foi disputada entre Moçâmedes e Sá da Bandeira tendo vencido a selecção de Moçâmedes por 4-2.

Nesta foto, para além dos jogadores, encontram-se muitas caras conhecidas entre as quais:

Da esq. para dt.
Em cima:
Quim Guedes (jogador), Antoninho Jardim, Rui Mangericão (jogador), Amem, Rui Coelho de Oliveira (jogador), Costa, José Adriano Borges (treinador), Álvaro Jardim (jogador), ?, Tolentino Ganho (jogador), José Cicorel, Zequinha Carvalho, Chibante, Pinheiro (Galo Encarnado), ?, Jorge Canelas, ?,?,?,e Humberto Pinho Gomes.
Em baixo:
Jorge Madeira, Arménio Lemos, Arménio Jardim (jogador), José Pedro Bauleth, Rui Figueiredo (Rabiga -jogador ), Hernâni Silva, Neco Mangericão, Carlitos Guedes (Jogador), Carapanta e ?.

Equipa de hoquei em patins



Hóquei em Patins: Sporting Clube de Moçâmedes








Esta foi a primeira equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Moçâmedes, assim constituida: Em cima, da esq. para a dt: Nono Bauleth, Rui Figueiredo (Rabiga), Artur Trindade, Rui Mangericão. Embaixo: João Luis Maló de Abreu (Nico), Quim Guedes, Carlitos Guedes e Zitio Cavaleiro. José Pedro Bauleth era o treinador.


Ainda que o clube pioneiro na modalidade de hóquei em patins em Moçâmedes, a actual cidade do Namibe, tenha sido o Atlético Clube de Moçâmedes, na classe de juniores, pela pela mão de José Adriano Borges, por volta de 1951 (1), logo de seguida (1952) foi criada nessa classe a equipe do Sporting Clube de Moçâmedes, com os irmãos Quim e Carlitos Guedes, os irmãos Castro Alves, o Nono Baulleth, o Artur Trindade, o Alvarinho Ascenso, e ainda o Rui Mangericão e o Maló de Abreu que entretanto haviam deixado o Atlético, tendo por treinador, José Pedro Bauleth. E quase ao mesmo tempo, surge a equipe de hóquei em patins juniores do Independente de Porto Alexandre, com Venâncio, Parente, Mário Lopes, Hernâni Silva, Baptista, Faustino, Zequinha Carvalho e Humberto Tendinha. Nessa altura nenhum clube possuia equipe de hóquei sénior.

(1) José Adriano Borges havia captado a grande habilidade que demonstrava para a modalidade um grupo de miúdos, com cerca de 12 anos de idade, entre os quais Luis Maló de Abreu (Nico), Arménio Jardim, Rui Mangericão, Leston Martins, Tolentino Ganho, Chiquinho Ganho, Rui Frota, e Pierino, que andavam a patinar por tudo qye eram "passeios" da cidade, e no campo do Atlético, com vulgares patins winshester (patins de rodas finas, sem botas, ajustados aos sapatos com engates e com uma correia sobre o peito do pé), e que tinham por «heróis» hoquistas portugueses como os primos Jesus Correia e Correia dos Santos, da selecção nacional, que na altura ganharam vários campeonatos do mundo seguidos, e cujos relatos, difundidos pela emissora nacional, seguiam atentamente. Deste grupo nasceu a equipa pioneira de hóquei em patins júniores do Atlético Clube de Moçâmedes e do distrito, usando os patins e equipamento da fugaz equipa pioneira de seniores.

De um ano para outro e por falta de regulamentação adequada, estes miúdos deram um salto em altura, e passaram de juniores a seniores. Eis algumas formações que surgiram no decurso dos anos que seguiram na equipa de hóquei em patins do Sporting:








Este teria sido, se não o primeiro, um dos primeiros jogos realizados pela equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Moçâmedes contra a do Independente de Porto Alexandre. As duas equipas encontravam-se assim constituidas: (da esq. para a dt): Artur Trindade, Mário Lopes, Carlitos Guedes, Cartier Sacramento, Maló de Abreu e Venâncio Delgado. Embaixo: Humberto Sena Tendinha, Nono Bauleth, Zequinha Carvalho, Rui Figueiredo(Rabiga) , Parente, Quim Guedes, Abel Lopes e Rui Mangericão. Participou neste torneio, realizado no improvisado campo de jogos, no edifício do "Cabo Submarino", por ocasião das festas da cidade, em 04 de Agosto de 1952/3?, também a equipa do Atlético Clube de Moçâmedes.


No mesmo dia: a "volta de honra" no referido campo de jogos do "Cabo Submarino" . Repare-se como os espectadores se encontravam sentados, sem qualquer rede de protecção, sobretudo por detrás das balizas.







Disputando a bola no meio campo... Repare-se nos pavilhões que circundavam o campo de jogos do edifício do "Cabo Submarino", erguidos para as festividades do 04 de Agosto de 1952/3?...



Marcação de um penalti... Como se pode ver não havia qualquer protecção para as pessoas que assistiam aos jogos. Nesta foto, a meio da assistência podemos ver As basquetebolistas do Ginásio da Torre do Rombo, Francelina e Helena Gomes e os pais de ambas.





















As equipas sénior do Sporting Clube de Moçâmedes e do Clube Ferroviário de Luanda antes de um jogo realizado em Moçâmedes para comemorar o "28 de Maio". Alinharam pelo Sporting, em cima e da esq. para a dt: Maló, Nono Bauleth, Quim Guedes, Rui Mangericão, e embaixo: Carlitos Guedes, Artur Trindade, Zeca Castro Alves e Geni Guerra. Pelo Clube Ferroviário de Luanda.: ?, Bogarin, Van Ronson, ?, Zé Correia , ? , e Carlos Fontoura (Calota). Como treinador do Sporting, Camarinha. Como árbitro: Reinaldo Chibante. .
  



Equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Moçâmedes. Da esq. para a dt. Em cima: Serrano, Quim Guedes, Carlos Sacramento, e Carlitos Guedes Em baixo: Tony Braz de Sousa, Guto Guerin e Rui Mangericão




Equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Moçâmedes. Da esq. para a dt., em cima: Reinaldo Chibante (treinador), Rui Mangericão.Geni Guerra, Quim Guedes, Maló de Abreu, Camarinha (treinador). Embaixo. Nono Bauleth, Artur Trindade, Castro Alves e Carlitos Guedes.1954?





Equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Moçâmedes. Da esq. para a dt., em cima: Tony Braz de Sousa, Rui Mangericão, Guerra, ?, Embaixo Quim Guedes, Camarinha, Serrano e Carlitos Guedes




Equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Moçâmedes. Da esq. para a dt. Em cima: Quim Guedes, Zequinha Carvalho e Carlitos Guedes. Embaixo: Rui Mangericão, ?, Guto e Toni Braz de Sousa. 1954?
 

Equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Moçâmedes, 1959?. Da esq. para a dt.
em cima: Alvaro Ascenso, Marmelete, Carlos e Quim Guedes.Embx: Rui Mangericão, Briguidé, Mendes (Calo) e Rui Sampaio.


Equipa de hóquei em patins do Sporting Clube de Moçâmedes. Da esq. para a dt, em cima: ?, Alvaro Ascenso, Leonel Pita de Sousa, ?, Julio Verissimo (treinador) . Embaixo: Rui Sampaio, Psico, Briguidé e? 
 
 
 
Equipa de Hóquei em Patins do Sporting Clube de Moçâmedes no torneio de abertura de 1958 Em cima: Pina, Alves e Ascenso. Embaixo: Nono Bauleth, Amável Pinto e os irmãos Quim e Carlitos Guedes.


 

Esta foto reune as equipas do Atlético e do Sporting Clube de Moçâmedes. Da esq. para a dt: Rui Coelho de Oliveira, Toni Braz de Sousa, Tolentino Ganho, Arménio Jardim, ? José Adriano Borges e ? Embaixo: José Humberto de Sousa Figueiredo, Guto, Rui Sousa Figueiredo (Rabiga) e Carlitos Guedes.

 


Esta, a última foto que temos disponível.



Sobre esta e sobre o hóquei do Sporting vai mais esta recordação de Zeca Araújo, na altura hoquista do Liceu Diogo Cão em Sá da Bandeira (Lubango), colocada no fio OKário do site www.sanzalangola.com:

«(...) E... que tal esta equipe do Sporting que jogou contra uma equipe de "mendigos" que saltaram à boleia para o comboio de mercadorias no Lubango, desembarcaram em Moçâmedes só com a roupa no corpo, dormiram na praia, no dia seguinte foram à procura do Zé Adriano, pediram-lhe ajuda, mandou-nos ao Patalin para nos dar de comer e disse-nos para aparacermos à tarde no campo do Atletico para fazermos dois jogos, para arranjar "algum".. pelo menos para pagar a conta ao Patalin. Lá aparecemos com as nossas camisas T-shirts com um grande P no peito que queria dizer PENDURAS. Naquele tempo de certeza que nao se chamavam T-shirts. Deviam ter outro nome.
Ora bem:
SPORTING MOCAMEDES - 3 - PENDURAS - 4 -
Alves (seria o Manga ?) ------- Morim...................
Carlitos Guedes..................... Lima....................
Mangericao............(2)........ ..Cabrinha............(1)
Quim Guedes.........(1)........ -..Calota Fontoura (1)
Nono Bauleth...................... ..Zeca Araujo.......(2)
Chalupa ............................ ...Aparício.................






Nota: Convidamos os hóquistas desta época, sobretudo os do Sporting, que eventualmente venham consultar este blog, que nos enviem literatura a este respeito para podemos enriquecer esta página. A autora do blog agradeçe . MariaNJardim

Hóquei em Patins: Independente Clube de Porto Alexandre 1952



A 1ª equipe de hoquei em patins do Independente Clube de Porto Alexandre .

Da esq. para a dt.
Em cima: Humberto Tendinha, Mário Lopes, Álvaro Faustino, Hernâni Silva e Zequinha Carvalho.
Em baixo: Parente, José Venâncio Delgado e Abel Lopes.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Selecção de Moçâmedes de hóquei em patins e Ferrovia de Luanda 1956


foto: Encontro de hóquei em patins entre a Selecção de Moçâmedes e a Selecção da Huila, no torneio quadrangular das Festas da cidade, em 4 de Agosto de 1957. Venceu a selecção de Moçâmedes. Na foto, podemos ver Arménio Jardim marcando um golo.


2º foto:
Selecção de Moçâmedes (camisola branca)
Da esq. para a dt.
Em cima: Tolentino Ganho, Maló de Abreu, Quim Guedes, Rui Mangericão e Hernâni Silva.
Embaixo: Arménio Jardim, Álvaro Jardim e Nono Bauleth.
Ferrovia de Luanda (camisola escura)
Em cima:
?, Van Ronsson, ?, Carlos Fontoura (Calota)
Embaixo: Zé Correia, ?,?.

Hóquei em Patins: Sport Moçâmedes e Benfica ( 1954)







Hóquei em patins: Atlético Clube de Moçâmedes

























1ª foto:
Esta é a foto mais antiga que consegui arranjar, da equipa de hóquei em patins do Atlético Clube de Moçâmedes. (1954)
Da esq. para a dt.
Em cima:
Tolentino Ganho, Jorge Canelas, Hernâni Nunes e Arménio Jardim.
Embaixo: Carlos Jardim, Jorge Canelas, Alvaro Jardim e José Adriano Borges.

2ª foto:
Esta também é uma das mais antigas fotos da equipa do Atlético, onde podemos ver,
Da esq. para a dt.
Em cima:
Rui Coelho de Oliveira, Arménio Jardim, Tolentino Ganho e Tony de Sousa
Em baixo:
José Adriano Borges, Álvaro Jardim (Chamenga), Henrique Minas.
Laurentino Jardim (mascote).


3ª foto:
Esta foto reune as equipas do Atlético e do Sporting Clube de Moçâmedes
Da esq. para a dt:
Rui Coelho de Oliveira, Toni Braz de Sousa, Tolentino Ganho, Arménio Jardim, ? José Adriano Borges e ?
Embaixo:
José Humberto de Sousa Figueiredo, Guto, Rui Sousa Figueiredo (Rabiga) e Carlitos Guedes.

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OUTRAS MODALIDADES DESPORTIVAS NO DISTRITO DE MOÇÂMEDES:























REMO E VELA


Na 1ª foto, podemos ver aquela que foi a «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo, na Praia das Miragens, tendo por fundo a ponte e a fortaleza, e completamente rodeada por amantes desta modalidade e curiosos. Entre os «remadores» e curiosos, podemos ver aqui, da esq. para a dt.: António Martins Nunes (Cowboy), Eduardo Lopes Braz, Jossé Ferreira, João Viegas Ilha, Velhinho, Mário Lisboa Frota (Mariuca), Virgilio Gonçalves de Matos e António Gonçalves de Matos (Sopapo). De pé, à esq. Olimpia Aquino, Marizete Veiga e em 1ª plano, Raquel Martins Nunes. Junto da ponte, sobressai por detrás dos ocupantes da «guiga»e junto ao guindaste da ponte, a vela de um «sharpie».
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Falando um pouco deste desporto, pela pena de Mário António Guedes da Silva:


A navegação, tanto da parte dos primeiros colonos que do Brasil atravessaram o Atlântico corajosamente, na barca «Tentativa Feliz» e no brigue «Douro», em meados do século XIX, em 1849, como dos emigrantes algarvios que em barcos frágeis percorreram o caminho marítimo para Angola, para se fixaram no Oásis de Moçâmedes e ao angariarem o sustento de suas famílias, na segunda metade do século, marcou profundamente todos os que fizeram desta terra o seu habitat.

A pesca foi desenvolvida incomensuravelmente e os barcos de pesca, com as suas velas desfraldadas ao vento na barra circular da Angra do Negro, transmitiram seguros ensinamentos a uma população crescente, na sua maioria dedicada às lides piscatórias.

Portanto, a prática do desporto, na vertente «VELA», foi de fácil assimilação , obviamente, trazendo para o Distrito alguns títulos, tanto da classe de «sharpie 9m.» , numa primeira fase (década de quarenta), como da classe «Snipes», numa segunda fase (décadas de 50 e 60...).

Os respectivos velejadores desportivos pertenciam ao Centro Náutico da Movidade Portuguesa, instituição nacional, patrótica, cujo regulamento foi aprovado em 4 de Novembro de 1936 por decreto Nª 27301. Eram estudantes vinculados à Escola Prática de Pesca e Comércio do Distrito de Moçâmedes, estrelas de uma constelação imorredoura, tendo por instrutor, o líder dedicado, Emidio Cecilio Moreira.

As regatas eram normalmente realizadas na baía de Moçâmedes, com ventos moderados, nomeadamente aquando dos festejos tradicionais comemorativos da fundação da cidade, assistidas por numerosa população apaixonada, que se perfilava ao lingo da «Praia das Miragens».

Nas primeiras regatas, antes da utilização de sharpies e de snipes, defrontavam-se baleeiras de pesca não só de Moçâmedes como de Porto Alexandre. Alguns timoneiros destas evidenciaram saber e experiência, destacadamente Aníbal Nunes de Almeida, Virgilio Nunes de Almeida, João Lisboa, mas foi Virgilio o que mais títulos conquistou, na baleeira «Laura».

No concernente ao «sharpies», destacaram-se velejadores como Rogério Gomes Ilha, António Artur Ferreira (Penha), Mário José Sequeira de Melo, Cassiodoro Sequeira de Melo, Adélio, Mário António Gomes Guedes da Silva, Armando Guedes Duarte, Armando Ferreira Gomes e outros. São referidos, a seguir, os velejadores de «snipes», primeiramente de madeira e depois de fibra,: Fausto Ferreira Gomes, Leonel Matos Mendes, Fernando Matias, Heider Guedes Duarte, Mário Alexandrino Guedes Duarte e outros.

Mas o título mais honroso para Moçâmedes foi o alcançado no ano de 1956, em Luanda, em «snipes», por Fausto Ferreira Gomes, um assíduo vencedor, coadjuvado por Leonel Matos Mendes, numa regata em que participaram excelentes velejadores dos principais Centros de Vela angolanos - Luanda. Lobito, Benguela e Moçâmedes.

Na prática deste desporto foram sempre mantidas as vincadas dedadas do passado, apesar das mutações qualitativas dos equipamentos. impostas em nome do progresso. A virtude sempre imperou!

Relativamente à modalidade «REMO», o entusismo decrescia, já que existia somente três barcos, um do Independente de Porto Alexandre, mais leve, quase sempre vencedor, uma «guiga»do Ginásio Clube da Torre do Tombo e um «Yolle» do Centro Nautico da Mocidade Portuguesa.

Embora musculosos os respectivos remadores, a insuficiência de treinamentos adequado impediu o pleno sucesso das equipas respectivas, contudo, a rivalidade entre eles foi sempre notória, sob manifestações populares de simpatia.

Não havia condições, obviamente, de participar em grandes competições intra-muros, que eram então lideradas por tripulações do Lobito e de Luanda.






















NATAÇÃO

Na foto, tirada em 1946, alguns dos nadadores moçamedenses. Em cima e da esq. para a dt.: António Martins Nunes (Cowboy) e Mário Lisboa Frota (Mariuca). Embaixo: Mário António Guedes, António Artur Ferreira (Penha) e António da Silva Braga (Braguinha). Como treinador, Joaquim Pereira Bajouca.
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Escreveu um dia, um jornalista credível e isento, que «Moçâmedes» é senhora da melhor praia de banhos de Angola, absolutamente isenta dos indesejáveis tubarões,  bastante movimentada durante a época balnear, que se prolonga de Novembro a Abril temporada mais fértil em animadas diversões do que muitas praias de Portugal. Moçâmedes e Porto Alexandre têm um mar calmo e consistindo de tanta segurança que tem servido para amaragem de hidroaviões...

Assegurava, portanto, as condições ideias para aprendizagem de natação, na vasta extensã de praias de areia prateada (...) Por isso não era surpresa para os visitantes turistas que crianças de sete anos de idade já soubessem nadar, mergulhando das várias pontes (...) e atá da parte superior do guindaste existente no cais da alfândega usualmente utilizada do embarque e desembarque de cargas.

Ali se «fabricavam» promissores nadadores!
Mas os ténues recursos financeiros dos clubes da terra, aliados à realidade de então, da inferior rentabilidade resultante da utilização de eventual piscina, custa construção implicaria um custo elevado, compatível portanto, não incentivaram nunca, à realizarão desse desiderato. Além disso, a «Praia das Miragens»pela amplitude da sua natural plateia, melhor acolheria o público representado por milhares de espectadores, entusiásticos e emotivos. As prioridades recairam noutros investimentos, da parte da autarquia e das direcções dos Clubes...

E assim foi protelada, ano após ano, a construção de uma piscina olímpica onde se pudesse praticar provas, visando melhorar os índices j conseguidos.

Independentemente disso, os Clubes locais nao possuiam nas suas sessões de natação um tédnico-preparador à altura, que pudesse ministrar ensinamentos apropriados, visando tirar o máximo de proveito desta modalidade, configurado no aumento da capacidade respiratória, na flexibilidade da coluna e no fortalecimento do sistema nervoso. Cada um nadava a seu belo prazer, sem disciplina nem método, apenas preocupado em atingir os percursos no menor tempo possível.

Em casa de ferreiro, espeto de pau!
O mar estava à porta de casa desses nadadores incansáveis e era indiscutível a sua habilidade e apetência.
Isso bastaria, presumia. Todavia, eram atingidas boas marcas, considerando que as provas eram realizadas em «mar aberto» sem a protecção e os cuidados adequados que uma piscina e um bom técnico poderiam proporcionar.

A «NATAÇÃO» como desporto olímpico, está em evidência desde o ano 1896, tendo evoluído bastante no número de modalidades e estilos. Até 1908, ano em que foram construidas as primeiras piscinas, as provas vinham sendo realizadas em mar aberto, ou mesmo em rios como aconteceu no «Sena» em 1900. Moçâmedes ainda enfermava desse mal, de não ter dado as mãos à evolução desde 1908!

Em diversas gerações destacaram-se alguns nadadores, atletas de eleição, que a seguir são lembrados:

a) Classe feminina (100 metros livres)
Ruth Gomes, Semi Amaro, Hélia Paulo e outas.

b) Classe masculina:
- De fundo : Da praia do Cano à Praia das Miragens - 1000 metros-
António Braga, Manuel dos Santos (Cabouco), ambos do Ginásio Clube da Torre do Tombo
Renato Nunes da Silva e Sérgio Nunes da Silva, ambos do Sport Moçâmedes e Benfica
José Dolbeth e Costa (Chuva), do Atlético.
-De curtas distancias -100 metros-
António Martins Nunes (Cowboy), do Ginásio
Porfírio Ferreira, do Sporting
Rogério Gomes Ilha, do Sporting
Mário Andrade Vieira, do Atlético
Norberto do Vale Gouveia, do Atlético
Vicente Ferreira, do Benfica
Artur Paulo de Carvalho, do Sporting
Ermelindo da Costa Pacheco, do Independente
Angelino França, do Benfica
-Saltos acrobáticos:
Porfírio Parreira, do Sporting
Túlio Parreira, do Sporting
Romualdo Parreira, do Sporting
José Luis Pinto, do Sporting









































CICLISMO :
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FOTOS:

1ª imagem: José Luis Ferreira Pinto, Albertino Marreiros e Gomes Luis, ciclistas do Sport Moçâmedes e Benfica, que se deslocaram a Portugal em representação da cidade de Moçâmedes, para participar em provas de ciclismo. (Foto: 2.10.1953)

2ª. foto: Corridas Em 14.09.1952.
Josá Luís Pinto e Francisco do Carmo ainda lideravam a corrida nesta altura.

3ª foto:
Corridas Em 14.09.1952.
Emocionante chegada à meta, com o triunfo de Albertino Marreiros num sprint aplaudido pelos espectadores.
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No início da década de cinquenta, o Benfica de Moçâmedes foi o natural precursor na formação de uma equipa de ciclismo para o que contou com a orientação assegurada por dois experientes algarvios de Tavira - José Diogo Cavaco e António Cavaco - além do entusiasmo, trepidante embora, de alguns adeptos da modalidade.
Após um periodo razoável de preparação, realizou-se o «Primeiro Circuito de Moçâmedes», que galvanizou a cidade, saindo vitorioso o ciclista Albertino Marreiros, seguindo-se-lhe o promissor e polivalente desportista José Luis Pinto e Francisco do Carmo, inscritos no Sport Moçâmedes e Benfica, clube organizador.

Deu-se continuidade às competições internas de ciclismo, o suficiente para o amadurecimento daqueles atletas e de outros, com vista a posteriores eventos de mais destacada craveira. A oportunidade chegou célere, com a realização de uma corrida inter-cidades com partida de Sá da Bandeira e meta final em plena cidade de Luanda, num percurso superior a mil quilómetros. A poucas etapas do termo da corrida, a equipa moçamedense já conquistara a vantagem de duas horas sobre os seus mais directos adversários. quando surpreendentemente foi noticiado o abandono desses atletas, sob decepção geral.

Ardeu Troia! Até então quase toda a população acompanhava a evolução dos ciclistas da Terra, aplaudindo-os, já que era impensável o malogro. Mas o ciclismo moçamedense não foi denegrido, não obstante o sucedido. Teve continuidade durante alguns anos mais, mas a cicatrização da ferida demorou atá que supervisores e corredores se cansaram, em consequência da quebra de apoios. E faltou força motivadora, diga-se em abono da verdade. A marca do ciclismo de Moçâmedes ficou personalizada naqueles dois primeiros excelentes atletas: MARREIROS E PINTO.





GINÁSTICA


A Gin��stica que adv��m da express��o grega �� Gumnos�� e significa ��nu��, �� comprovadamente essencial para a obten����o progressiva de resist��ncia �� fadiga, para aperfei��oamento dos movimentos naturais e para o fortalecimento da musculatura, tendo em vista o apoio �� pr��tica de qualquer modalidade desportiva, quer por atletas do sexo masculino quer do sexo feminino.

Mo����medes beneficiou, quase sempre, de bons professores de cultura f��sica, a que corresponderam os seus desportistas voluntariosos.
No campo da ��Educa����o F��sica�� h�� que enaltecer a grande figura do Professor ANGELO MENDON��A, diplomado pelo Gin��sio Clube Portugu��s, por ter contribuido, indelevelmente ,para a valoriza����o desportiva mo��amedense. Partiu deste Homem a cria����o da primeira Escola de Cultura F��sica na cidade, vinculada ao Atl��tico Clube de Mo����medes, na d��cada de trinta, ministrando ensinamentos de grande valia ��s classes sob a sua supervis��o. Foi mentor, igualmente, de v��rias modalidades, a que se dedicou entusisticamente no decurso de muitos anos. Com a sua partida de Mo����medes, os deortistas do Atl��tico n��o o esqueceram.

Durante algum tempo a lacuna deixada n��o foi preenchida, at�� que no ano de 1939, foi criada uma nova escola de ��gin��stica artistica��, de excelente n��vel por AUGUSTO QUENTAL DE MENESES, tamb��m formado no Gin��sio Clube Portugu��s, em Lisboa, e cuja fixa����o em Mo��amedes se deveu �� influ��ncia de seu pai, que ent��o exercia o cargo importante de Intendente do Distrito de Mo����medes.

Este era o arauto do perfeccionismo, especialmente no exerc��cio do trap��zio, e, outrossim, noutras modalidades afins, como barra fixa, argolas, cavalo com al��as, barras paralelas sim��tricas, assim��tricas e trave de equil��brio. A classe que orientava, cuadjuvado pelos irm��os Henrique, Rui e Armando, tamb��m experientes ginastas, abrangia homens e mulheres, em n��mero elevado crescente, tendo atingido valor exponencial alto. Organizou saraus inesquec��veis, que mereceram rasgados elogios dos cr��ticos e aplausos inesgot��veis da pr��pria popula����o, muito interessada no melhor desenvolvimento da sua prole. Este professor ,��gentleman�� mas impec��vel, - Augusto Quental de Meneses de seu nome -, chegou mesmo a formar uma equipa de basquetebol masculino, pra defrontar a do Sport Mo����medes e Benfica, na altura treinada por Cec��lio Moreira, de quem se desertar�� a seguir.

Ainda Jovem, EMIDIO CECILIO MOREIRA, ent��o vinculado �� Marinha Portuguesa, com destino �� Capitania do Porto de Mo����medes, campe��o nacional de box, de peso m��dio, ��aportou�� em Mo����medes no limiar da d��cada de quarenta, ainda com acentuadas rosetas na face, ind��cio indesment��vel da sua proveni��ncia, a Metr��pole, como se dizia.

Em obediencia ��s exig��ncias do ��Desporto�� no seio da ��Mocidade Portuguesa�� foi indigitado para monitor da institui����o local, mormente na orienta����o das das diversas classes de gin��stica de apoio ��s escolas oficiais da ainda jovem e progressiva cidade.

O sucesso alcan��ado motivou a expans��o da sua actividade, agora junto do Sport Mo����medes e Benfica, como professor de gin��stica das classes jovens - feminina e masculina- , por dilig��ncias do que foi Presidente consagrado do Clube, Luciano da Cruz Coquen��o. Da�� resultou a cria����o das equipas de basquetebol, inseridas nas classes j�� referidas, afectas �� gin��stica.

Din��mico que era, Cec��lio Moreira, conseguiu encetar novas sec����es dentro do clube, aproveitando a evolu����o do estado f��sico dos ginastas a seu cargo e adequando-os a cada modalidade. A imagina����o daquele jovem instrutor foi persistentemente focalizada pela massa associativa do lube, que o respeitava pela sua personalidade, dedica����o e profici��ncia, reflectidas nos resultados dos embates com equipas antagonistad de ent��o.

No limiar da d��cada de cinquenta, o Sport Mo����medes e Benfica tomou a feliz iniciativa de implementar uma classe feminina de ��gin��stica no solo��, com a proficiente direc����o da professora ��MADAME SIBLEYRAS��, de origem francesa, com inscri����o inicial de vinte atletas, mas com crescimento cont��nuo �� medida em que os ��xitos eram alcan��ados.

Madame Sibleyras chegou a acrir outra sala, de ��gin��stica rirmica��, de sua pr��pria iniciativa, em face das prefer��ncias de muitas jovens mo��amedenses, tendo chegado a exibir-se, repetidamente, no palco do Cine Teatro de Mo����medes. Este facto deu lugar a destacadas refer��ncias, numa confer��ncia do m��dico, Dr. Rui Ferreira Coelho, e, 1955, na sede do Independente Sport Clube de Porto Alexandre, consagrada �� ��medicina desportiva��. Insuper��vel dedica����o desta competente professora, que a imortalizou!

Em Porto Alexandre, ent��o uma vila piscat��ria, a prepara����o dos rapazes e raparigas intensificou-se a partir do ano de 1955, com aulas regulares de boa gin��stica, aos olhos de Rui Ferreira Coelho, m��dico conceituado, ministradas pelo professor VIRIATO MARQUES. Foi not��ria a eleva����o da qualidade do desporto alexandrense, em consequ��ncia da seriedade com que se cumpria o programa de gin��stica no solo, com oberva����o e apoio dos dirigentes daquela prestigiosa colectividade.

A pluralidade de op����es da juventide do Distrito - gin��stica no solo, gin��stica art��stica e gin��stica ritmica - muito favoreceu o desenvolvimento do desporto na regi��o.

Afinal, a gin��stica �� indubitavelmente o art��fice da graciosidade dos movimentos no concernente ao sexo feminino, como generoso gerador do desenvolvimento do corpo masculino.

Por ��ltimo, ap��s ter-se tra��ado o cen��rio que a Mo����medes diz respeito, �� oportuno dizer algo sobre a ��GIN��STICA�� no ��mbito dos jogos ol��mpicos, a t��tulo meramente informativo, para se aquilatar da sua real import��ncia:

- A gin��stica �� o motor das cerim��nias de abertura dos Jogos Ol��mpicos, sem car��cter competitivo, reconhecida como fundamental pela criatividade, plasticidade e express��o corporal aliada �� sincroniza����o de extenso n��mero de participantes, enfim, pelo virtuosismo que encena.

- A ��gin��stica art��stica�� tornou-se desporto ol��mpico em 1896, h�� 108 anos, s�� paara a classe homens, com a hegemonia das escolas alem��es. por��m, foi no ano de 1928 extens��vel ��s mulheres. Apenas a partir de 1952 �� que as atletas do sexo feminino puderam exibir-se em todas as modalidades, j�� que anteriormente apenas tinham acesso aos exerc��cios combinados individuais, o salto sobre o cavalo, e exerc��cios no solo.

-Em 1952, a Russia evidenciou o seu poderio na modalidade, atrav��s do seu ginasta Viktor Chukarin, especielmente, que venceu quatro medalhas de ouro. No tocante �� participa����o feminina, foi a russa Larissa Latynina, que obteve recorde absoluto de medalhas ( nove de ouro, cinco de prata e quatro de bronze).

-A ��gin��stica ritmica�� desportiva, com bola, corda, arco e fitas, teve in��cio em 1922, apenas para atletas do sexo feminino.

-H�� dezasseis anos que Portugal n��o conseguia acesso aos jogos ol��mpicos, na ��gin��stica art��stica��, regressando no ano 2004 atrav��s do ginasta Filipe Bezugo, nascido na Ilha da Madeira.

O somat��rio de ��xitos de ��DESPORTO�� �� devido �� gin��stiva, sobretudo. H�� que render-se homenagem a ��GUMNOS��!


T��NIS DE MESA

O invento deve-se ao ingl��s James Gigg no ano de 1898. Foi no ano de 1900, entretanto, que em Inglaterra, com intuito comercial uma empresa implantou um ��brinquedo�� que proporcionou ��s crian��as divertimento e encantamento, constituido por uma mesa, uma rede ao meio, uma pequena bola ��ca de celuloide e duas raquetas. Este brinquedo, a que foi dado a designa����o de ��ping-pong�� pelo som repetido produzido pela bola ao bater sobre a mesa, caiu em gra��a junto dos respectivos utentes e da�� a imediata prolifera����o deste desporto, que passou a denominar-se ��t��nis de mesa�� pela semelhan��a com o ��lown-t��nnis��.

Rapidamente come��ou a ser praticado dos Estados Unidos da Am��rica, j�� em 1901, tornando-se extensivo a outros pa��ses dos Continentes Europeu e Asi��tico.

A Federa����o Portuguesa de T��nis de Mesa, foi fundada h�� sessenta anos, em 1944, quando a Federa����o Internacional j�� existia em 1926.

At�� meados do s��culo XX foi a Hungria a maior pot��ncia internacional desta modalidade e a partir da�� dominaram os pa��ses asi��ticos, especialmente a China que conquistou treze das dezasseis medalhas de ouro disputadas. Foi em Seul (Coreia) que se realizou o primeiro certame ol��mpico, em 1988.

Em Mo����medes (Angola),foram organizados torneios de t��nis de mesa a partir da d��cada de quarenta, em consequ��ncia da influ��ncia de Ab��lio Gomes da Silva, filho da terra, que tinha no seu palmar��s o t��tulo m��ximo portugu��s de campe��o nacional. Era brilhante, esquerdino, invenc��vel! Conseguiu formar um elenco extraordin��rio, representando o Sporting Clube de Mo����medes, constituido pelo pr��prio, por Carlos Lopes Alves de Oliveira e Renato de Sousa; Roberto Martins do Atl��tico; Sousa Marques e Humberto Pinho Gomes, do Benfica, todos praticantes de bom n��vel.

Sendo uma modalidade restrita, seduziu apenas uma dezena de seguidores em Mo����medes e, portanto, como seria de esperar n��o arrebatou o p��blico, este mais afecto ao desporto colectivo. �� que o ��t��nis de mesa�� sempre foi tido como parente distante do ��lawn-t��nnis��...

AB��LIO GOMES DA SILVA foi o marco inesquec��vel do ��t��nis de mesa�� no distrito de Mo����medes e n��o s��, pois foi respeitado por antagonistas angolanos e nacionais!


BOX E ESGRIMA

Ao contr��rio do que sucedeu com a esgrima, a longevidade do box em Mo����medes foi mais consistente.~~Nas d��cadas de vinte e trinta, j�� o box era praticado na bela cidade de Mo����medes, ainda que empiricamente, pondo em pulvorosa os muitos adeptos fervorosos.

Esta modalidade esteve integrada nas sess��es desportivas do Gin��sio Clube da Torre do Tombo. Os boxeadores que mais entusiasmaram o p��blico foram OCHOA e FAQUINHAS, na modalidade de pesos super pesados, correspondente a mais de 91 quilos. Era t��cnica com for��a...

As respectivas sess��es eram realizadas no palco do vetusto mas lindo Teatro Garrett, que na altura j�� albergava mais de quinhentos espectadores, entre plateia, camarotes e frisas.

Ochoa, experiente lutador, e Faquinhas, homem corpulento e impetuoso, eram advers��rios tem��veis. Este ��ltimo demonstrava a sua brutalidade colocando um barril com vinho (100 litros) sobre o balc��o da tasca que habitualmente frequentava. O primeiro pr��lio estava anunciado, e poucos eram os que acreditavam numa derrota de Faquinhas. Era vis��vel o receio de Ochoa, mas confiante e concentrado entrou no ringue, sob as cordas. O gongo tocou! Punhos fechados, olhos nos olhos, os primeiros toques eram de ensaio. O truculento Faquinhas quase derrubara o advers��rio na primeira tentativa a s��rio. Ochoa protegeu-se, fitando-o. o que se repetiu nas seguintes investidas de Faquinhas. O p��blico aplaudia freneticamente. a casa estava lotada. Terminara o primeiro assalto, o segundo, e no terceiro Faquinhas j�� evidenciava sinais de cansa��o. Foi quando Ochoa desferiu o golpe de miseric��rdia. Faquinhas tombou! KO impresionente. Foi um del��rio!

A desforra foi aceite por Ochoa e no novo combate realizado algum tempo depois, antes que se repetisse a sua consi����o de v��tima. Faquinhas derrubou o antagonista de forma visivelmente irregular. Imperou a trucul��ncia! Terminou tacitamente a luta!

Entretanto, na d��cada de quarenta, de novo pela iniciativa do Sport Mo����medes e Benfica, foi criada uma sess��o de box supervisionada por Em��dio Cec��lio Moreira, ex-campe��o nacional de peso m��dio. Muitos Foram os que se apresentaram aos primeiros treinamentos, mas, ap��s uma filtragem consciente foram seleccionados os que melhores consi����es revelavam, t��cnicas e f��sicas. Dos que realizaram combates, s��o destacados os seguintes:

-Pesos leves (60 quilos)
Carlos Cachi��o
Wilson Pessoa
-Pesos m��dios (75 quilos)
Ninica
Fernando Oliveira
Jaime Nunes de Carvalho
Tiago Costa

Foram levadas a efeito exibi����es memor��veis no recinto do clube, com razo��vel frequ��ncia, entre os executantes asima e outros eventuais desafiados, de outras proced��ncias. Tiago Costa e Fernando Oliveira atingiram n��veis t��cnicos relevantes, deslocando-se at��, a outras regi��es angolanas para disputa de t��tulos, tamb��m inesquec��veis.

Emidio Cecilio Moreira e Jos�� Pedro de Oliveira J��nior (Maboque) arbitraram alguns dos combates realizados.

Entretanto, com a aus��ncia do treinador Emidio Cec��lio Moreira verificou-se crescente des��nimo, at�� que se deu a extin����o total, j�� na d��cada de cinquenta.

Mo����medes tinha voca����o para o desporto, mas o Box, tal como a Esgrima n��o sairam vitoriosos quando foi necess��rio esgrimir com outras modalidades desportivas colectivas. Foi irresist��vel!

O box foi introduzido nas Olimp��adas no ano de 1904. Em 1912, quando a Su��cia foi anfitre�� dos Jogos Ol��mpicos, proibiu a integra����o da modalidade, al��m de ter tentado essa restri����o, em v��o, realativamente aos futuros eventos.
7. BILHAR

Os clubes desportivos proporcionaram aos seus s��cios e atletas a pr��tica de jogos de bilhar, mas sem o car��cter de competi����o inter-clubes.

No entanto, muitos foram os bilharistas que revelaram condi����es excepcionais ao ��bilhar russo��, entre os quais se destacavam; Jos�� de Mendon��a Teles, Humberto Teles, Carlos Roberto Freitas de Sousa, Ab��lio Lisboa Lopes Braz, Ant��nio Patr��cio Correia e outros.

Aos efeitos de suas tacadas, as bolas obedeciam como por magia!
Apenas por mera curiosidade, acrescenta-se qie em meados do s��cilo XIX j�� se praticava este desporto. Originalmente as bolas eram de marfim, muito caro, considerava-se na ��poca. Por isso, em 1869 o norte-americano Junh Wesley Hiatt, de Nova Iork, substituiu-as por outras de material econ��mico, de sua produ����o, a celuloide. Contudo tal pl��stico possuia nitrocelulose (algod��o, p��lvora explosiva), que originava explos��o quando batidas entre si com viol��ncia. Voltou-se ao uso do m��rmore, finalmente substituido por pl��stico do tipo n��o explosivo.

Retirado do livro ��Mem��rias Desportivas do Distrito de Mo����medes- Angola�� Autor: M��rio Ant��nio Gomes Guedes da Silva


Voleibol masculino: Sport Moçâmedes e Benfica (1955)






4ª foto

Da esq. para a dt.
Em cima:
Pinho Gomes, ? e Pestana
Em baixo:
Arnaldo Van-der-Keller (Nado), ? e Beto de Sousa.


VOLEIBOL EM MOÇÂMEDES

A prática da modalidade desportiva de Voleibol nunca foi muito atractiva para a população jovem desportista moçamedense.

Não obstante nos finais da década de 40 atletas, principios da década de 40, o Sport Moçâmedes e Benfica e do Sporting Clube de Moçâmedes fizeram algumas experiências nesta modalidade, sob a orientação de Urbulo Antunes da Cunha que havia regressado da Metrópole após a conclusão dos seus estudos universitários. Eram jovens que praticavam basquetebol naqueles clubes e que passaram a fazê-lo cumulativamente com o voleibol, e que chegaram a entrar num torneio por ocasião das Festas de Nossa Senhora do Monte, em Sá da Bandeira, mas foi sol de pouca dura, até porque não havia o mesmo acolhimento por parte do público como em relação às outras modalidades. Não poderemos, porém, deixar de evidenciar aqui, alguns nomes desses atletas pioneiros na modalidade de voleibol em Moçâmedes, como João Rufino Dias, Manuel de Oliveira Leitão, José Ferreira Rangel, Artur Pinho Gomes, Alfred Hachmeister e Armando Piedade, pelo Sport Moçâmedes e Benfica. E ainda a equipe vitoriosa de 1953/54,Carlos Gomes, Armando Piedade, Fernando Pestana, Arnaldo Van der Kellen, Humberto dos Santos Pinho Gomes e Carlos Roberto Freitas de Sousa (Beto).

Quanto ao Atlético Clube de Moçâmedes, salientamos os nomes de António José Gomes, Mário Andrade Vieira, António Figueiredo, Orlando Teixeira da Silva, José Gomes de Almeida, , Rui Qurntal de Meneses, Armando Quental de Meneses e outros...

Pelo Sporting Clube de Moçâmedes: Carlos Lopes Alves de Oliveira, , José Pedro Bauleth, Manuel Maria Inácio, Carlos Maria Inácio, Humberto de Jesus, Pedro Costa e outros...

Na década de 50, chegou também a haver algumas tentativas da implementação da modalidade de Voleibol por parte de atletas praticantes de basquetebol masculino e feminino do Sport Moçâmedes e Benfica, do Atlético Clube de Moçâmedes, do Sporting Clube de Moçâmedes e ainda pelas jovens basquetebolistas do Ginásio Clube da Torre do Tombo, mas nunca passaram de simples e esporádicos treinos que pouco tempo duraram.

Esta modalidade também era praticada em Moçâmedes no âmbito da Mocidade Portuguesa por alunos da então Escola de Pesca e Comércio de Moçâmedes.

Basquetebol masculino: Selecção de Moçâmedes e Sport Moçâmedes e Benfica



1ª foto: Equipa de basquetebol da Selecção de Moçâmedes, antes de um jogo contra o Ferroviário de Lourenço Marques em 1956.
Da esq. para a dt.
Em cima: Daniel Santos, Pieter Van-der-Kellen, Costa?, Cardoso Alves, Arménio Jardim e Carlos Jardim
Embaixo: Aspra, José Pedro Bauleth, Jorge Madeira e Hernâni Maia.


2ª foto: Equipa de basquetebol masculino do Sport Moçâmedes e Benfica.
Da esq. para a dt.
Em cima: Faustino, ?, Arnaldo Van-der-Kellen (Nado), Jorge Madeira e Pieter Van-der-Kellen,
Embaixo: Clélio Cunha, Daniel Santos, Orlando Ferreira Gomes, Cardoso Alves e António Araújo.