quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Circuito de Moçâmedes 1975





1ª foto: Março de 1975. Prova regional integrada no programa das Festas do Mar (?). Este seria o último ou dos últimos dos tempos da colonização portuguesa.

Na grelha os 3 da frente são: J. Maló (escort México), Quincas Neves Graça (escort 1300) e Rui Dolbeth e Costa ( Renault Gordini)

Na 2º fila reconhece-se apenas o Colt/Mitsubishi do Policarpo Fernandes.

2ª foto:

 SOBRE A TEMPORADA ANGOLANA DE 1975  

Por incrível que pareça, no terrível ano de 1975 ainda se disputaram algumas corridas em Angola. Como escrevia Norberto Gouveia na Revista Automundo, para além da situação crítica vivida no território africano, o automobilismo é, ainda, o prato forte de algumas dezenas de carolas que de vez em quando (caso não hajam confrontos militares), se reúnem para viverem o desporto que praticam.

 Mantendo a tradição dos últimos anos, a época começou com o circuito de Moçâmedes, passando depois para o Circuito de Malange e...  por força dos acontecimentos, apenas regressaria para uma última corrida, de solidariedade, disputada no Autódromo de Luanda.  A guerra civil impediria o normal prosseguimento da época desportiva e, com o êxodo dos portugueses, muitos carros de competição ficaram abandonados na antiga Província Ultramarina.  Como triste curiosidade, a última notícia que Helder de Sousa teve do seu antigo Lotus Europa do Team Lis, é que alguém o vira equipado com uma metralhadora e participava nos combates de Luanda. 

 Retirado DAQUI
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III Circuito das Festas do Mar: Março de 1969,



Em 29 e 30 de Março de 1969, os amigos Herculano Areias e Emílio Marta rumam a Moçâmedes/Angola para disputar o III Circuito das Festas do Mar. Transportam com eles os dois Lotus 47 GT11 (Areias) e GT84 (Marta),este recentemente importado.Contudo foi uma jornada que os pilotos benguelenses tenderam a esquecer.

A primeira linha da "grid" era composta por H Areias, A Novaes (Porsche 904 GTS) e Freddy Vaz (Lotus 23B). No arranque Freddy adianta-se seguido de Areias e Novaes. Decorridas algumas voltas a impetuosidade do jovem Freddy redunda num pião e Areias e Novaes passam para a frente. Contudo Areias pára por avaria mecânica e Novaes ficou com o caminho aberto para a vitória. Até porque Freddy também visitara as boxes com problemas e acabou por passear o Lotus 23B pelo circuito a uma velocidade moderada cortando a meta em jeito de passeio mas delirantemente aplaudido pela população moçamedense. Novaes, Corte Real (Alfa Romeo GTA) e Silveira Machado (BMW 2002 Ti) compõem o pódio. Marta foi 4º classificado mostrando ainda alguma inadaptação ao Lotus 47.

Posto aqui uma foto particular de Emílio Marta junto ao Lotus 47 GT84 com as "bancadas naturais" de Moçâmedes que eram proporcionadas pela falésia que ladeava a marginal. Não posso jurar ser a foto de 1969 dado Marta estar ao lado de um Elan e não tenho registo desse carro ter corrido nesta prova.Contudo o local e os protagonistas homem/máquina estão correctos!!
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http://kadypress.blogspot.com

II Rally de Porto Alexandre . Prova de Perícia em 17-1-71







1ª e 2ª fotos: II Rally de Porto Alexandre . Prova de Perícia em 17-1-71.
Foto tirada junto ao Parque Infantil de Porto Alexandre, hoje Tombwa. Repare-se na 2ª foto a palavra ILUMINANTE entre as escritas no carro, a sugerir publicidade à casa comercial do Brito (marido da Fátima Àguas)e às marcas Oliva, Fagor, etc
JOPECO - João Pereira Correia.

Tomei a liberdade de retirar esta descrição de MAZUNGUE:
...«Naquele Honda 600 fiz de navegador do Mário João no Rallye de Porto Alexandre. Tirámos 1º. da Classe e 12º da Geral. Nada tinha a ver com a Keko's, mas sim com os Surikatas. Não tem nada a ver com foto na garagem. Já agora o melhor classificado dos Surikatas foi o Juleco com
um Cortina que já por aqui andou. A malta dos Kuricas não nos deixaram ficar com o António Velhinho (Lancia HF) vencedor do Rallye pois embora morasse ainda no nosso distrito já há muito que corria por eles.
...Aquele Lotus era o do Homem da Trindade.
Aquele abraço.
Luis Bacharel»

3ª, 4ª e 5ª fotos: Entrega das Taças em Porto Alexandre em 1971, com caras muito conhecidas: Henrique Ahrens Novais, Lourdino Tendinha (Presidente da Câmara de Porto Alexandre), Albérico Sampaio).

Provas automobilisticas em Moçâmedes : 1967 e 1968



Rally do Radio Clube de Moçamedes, em Novembro de 1967




Na marginal junto á meta em Dezembro de 1968 Em 1º Plano J. Maló e Julio MacMahon. Em 2º Plano
J. Pedro Bauleth de camisa escura (tb ele antigo piloto)

 


















Moçâmedes (Namibe) 1973


 

 

 

 

 

 

 

 



Photo: ImageShack 

                         http://motorsportinangola.blogspot.com/2010/01/mocamedes-1973.html
All other photos: Tuku Tuku

Results / Classificação Final

More about this race / Mais sobre esta prova

Circuito automóvel Moçâmedes 1973

Moçamedes, Angola, início de 1973: VII Circuito Automobilístico "Festas do Mar" uma forte participação da "metrópole", tanto na corrida como nos banhos...

Em 1973, por ocasião das festas da cidade, realizou-se a sétima edição do "Circuito Automobilístico Festas do Mar" e, para tal, para lá dos habituais participantes das corridas angolanas, foram convidados três dos melhores pilotos "da Metrópole": Ernesto Neves, Américo Nunes (que era o campeão em título) e Carlos Santos. Para a corrida dos Grupos 2, 3, 4 e 5, estes pilotos alinharam com os seus habituais carros do CNV português, ou seja, o Porsche 906 de Nunes, o Aurora Porsche de Santos e o Lotus 62 de Neves, onde encontraram o Ford GT 40 do local Emílio Marta e uma série de carros de grupo 2 habituais das provas angolanas.

O melhor tempo dos treinos foi obviamente para o Lotus de Ernesto Neves, seguido do Aurora de Santos, do 906 de Nunes e do GT40 de Marta. O circuito tinha um traçado pouco comum, com muita areia à volta e passando por áreas residenciais, mas também pela zona das docas e assustadoramente perto do mar. Além disso, o piso deixava algo a desejar, pois para além das irregularidades provocadas por remendos no alcatrão, cruzava com o ramal ferroviário do CF de Moçâmedes que servia a zona portuária. Dada a partida, os dois Porsche adiantaram-se um pouco, mas logo Ernesto Neves tratou de impor o Lotus 62 aos seus rivais metropolitanos e daí em diante não mais perderia o comando. Carlos Santos mantinha o Aurora Porsche (o seu antigo 906 psicadélico, transformado pelo Mestre Eduardo Santos) no segundo posto e Emílio Marta conseguia ultrapassar o Carrera 6 de Nunes e ocupar a terceira posição da geral durante algum tempo. Para resistir aos assaltos do Carrera 6, Marta usou todos os expedientes possíveis e Nunes optou por usar uma condução igualmente agressiva de modo a libertar-se do GT 40, com um "chega para lá" que fez Marta levantar o pé e desistir de continuar a obstruir a passagem. Entretanto, Hélder de Sousa, com o Opel Manta Steinmetz, tinha passado o Capri de Santos Peras e vinha no 5º posto, atrás dos sport-protótipos. Este último, com o Capri 2600 RS quase de série, rodava perto dos limites de modo a não perder muito terreno para os da frente, nomeadamente para o carro amarelo do piloto-jornalista. Mas em breve o Opel Steinmetz viria a despistar-se e a deixar o espectacular Capri de novo na 5ªa posição.

Isolado no comando, Ernesto Neves teve o seu momento de apuro quando se apercebeu que o extintor estava a perder neve carbónica para dentro do habitáculo do Lotus, obrigando o piloto a partir com o punho o vidro do seu lado de modo a arejar convenientemente o carro. Já perto do final da corrida, Carlos Santos viria à box com uma fuga de gasolina num carburador, perdendo a segunda posição para o Porsche de Nunes. Três voltas depois, novo regresso à box e novamente a perda de mais um lugar, desta feita para o GT40 de Marta. No final, Ernesto Neves venceria e, antes da volta de honra, seria obrigado a mergulhar (vestido) nas convidativas águas da baía de Moçâmedes (note-se que se tratava das "Festas do Mar"). Podia ser pior: a água estava excelente e entre os muitos admiradores que o acompanharam no banho estava a conhecida Riquita, uma ex-Miss Portugal. Depois do banho, viria finalmente a volta de honra, o champanhe e os aplausos.

O regresso à metrópole também teve algumas histórias: Neves veio sem carro, porque o vendeu aos irmãos Fraga, importadores angolanos da Lotus. Américo Nunes também lá deixaria o seu belo Carrera 6, cedido a Herculano Areias. Quando Artur Ferreira, o reporter da (então revista) Motor encarregue de entrevistar os pilotos nacionais à chegada a Lisboa, foi ao aeroporto esperar pelos concorrentes, encontrou apenas Ernesto Neves e Carlos Santos. Como ele escreveria posteriormente na reportagem da revista, "Américo Nunes resolvera quedar-se pelas areias do Namibe, "preso" a alguma Welwitchia Mirabilis*..."

* A Welwitchia Mirabilis é uma flor originária do deserto da Namíbia e de Moçâmedes, cuja principal característica é sobreviver no clima extremamente seco do deserto devido ás suas raízes serem extremamente longas e profundas (cerca de 50m) .

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A grelha de partida, com os pilotos "da metrópole" a monopolizarem a primeira linha. Américo Nunes já está dentro do seu Porsche Carrera 6 e ao lado está o Aurora Porsche de Carlos Santos e o Lotus 62 de Ernesto Neves que tinha realizado o melhor tempo dos treinos. Atrás, vê-se o Alfa Romeo GTAm de Mabílio de Albuquerque (viria a desistir com um pneu furado) e encoberto pela multidão, o Ford GT 40 de Emílio Marta. Ao fundo, vê-se distintamente o Opel Manta 1900 Steinmetz de Hélder de Sousa.

Detalhe do Lotus 62 de Ernesto Neves, pouco antes da partida. (foto: colecção Helder de Sousa)
http://scgt.com.sapo.pt/Mocamedes_1973_net.JPG
Os primeiros momentos da corrida. Na imagem, podemos ver o Lotus 62 vencedor de Ernesto Neves, o Aurora Porsche 2000 de Carlos Santos, o Porsche 906 de Américo Nunes, o Ford GT 40 de Emílio Marta, o Capri RS de Santos Pêras e, por fim, o Opel Manta Steinmetz de Helder de Sousa e um Ford Capri, de um concorrente que não identificamos. Como é visível na imagem, as condições de segurança eram pouco menos do que precárias. Mas era uma semana muito divertida, porque a corrida estava englobada nas Festas do Mar, onde ia tudo a banhos. Pouco mais de dois anos depois desta imagem, o Império tinha terminado e Angola era uma República Popular da esfera de influência soviética. O conturbado processo de independência levou a que alguns dos protótipos e GT's que constituíam o forte parque desportivo local, fossem perdidos para sempre.
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Santos Peras andou sempre assim com o Capri RS 2600, a caminho do 5º lugar da geral. Note-se a envolvente do circuito, com as bermas em areia, os pneus "de protecção" e, atrás da ambulância Land Rover, o mar, demasiado perto e perigoso para este tipo de actividade desportiva.
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O Lotus 62, pintado de preto e amarelo, a caminho de mais uma claro triunfo, logo na primeira prova de Ernesto Neves em Angola
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Ernesto Neves e Américo Nunes (nesta altura com bigode) no pódio.


Classificação final

1º Ernesto Neves - Lotus 62
2º Américo Nunes - Porsche 906
3º Emílio Marta - Ford GT 40
4º Carlos Santos - Aurora Porsche
5º Santos Pêras -Ford Capri 2600 RS
6º Manuel Carneiro - Cooper S
etc.

Terminaram 9 dos 13 concorrentes que alinharam à partida
VMR: Ernesto Neves
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Texto de Ricardo Grilo, realizado a partir de reportagens da revista Motor, Flama e de apontamentos próprios. Fotos: Revista Motor, colecção RG
sportscar_portugal@hotmail.com
in http://scgt.com.sapo.pt/mocamedes_73.htm



Circuitos e Ralis em Moçâmedes

Provas automobilisticas em Moçâmedes: Marília Cavaco


















































































1ª foto: Henrique Aharens Novais, o nosso campeoníssimo», nome de ouro do automobilismo angolano e português do século XX, entregando a taça a Marília Cavaco.

2ª foto: Marília Cavaco e Celeste Gouveia (Carracinha), junto ao local onde iriam decorrer as provas. Por detrás o muro do Liceu de Moçâmedes. Ao lado de Marília, à dt., parece ser Alfredo Esteves. O Sr. da esq., não conheço.

3ª foto: Marilia Cavaco ao volante do Toyota Sport 800, prepara-se para a corrida, tendo a seu lado Celeste Gouveia (Carracinha).
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4ª foto: Marilia Cavaco em plena prova, ao volante do seu Toyota Sport 800

5ª foto: Marilia Cavaco e Celeste Gouveia (Carracinha)

6ª foto:
Manuel Baptista, a dar os ultimos toques na afinação do motor do NSU Prinz Sport da Marília Cavaco.
O Manuel Baptista era um reputado mecânico e também piloto de Moçâmedes. A par com o seu irmão Abel Baptista assistiam também o Porsche 356 do Lucio dos Santos e todos os carros de desporto que o Novaes teve.

Embora em número restrito, em Moçâmede, algumas senhoras participavam nos ralis anuais das Festas do Mar. Recordo, para além de Marília Cavaco, os nomes de Dina Chalupa, Fernanda Cabeça, e Montserrat Garcês Palha, esta, concorrente por Sá-da-Bandeira. Contudo aquelas que mais me vêm à memória, talvez por terem conseguido maior projecção, foram Dina Chalupa, em finais da década de 50/início da década de 60, e Marília Cavaco já mais para a frente, e até 1975.


Créditos de imagem: Marilia Cavaco para
http://mazungue.com

Circuito de Moçâmedes, 23 de Março 1974

http://sportscarclassic.com.sapo.pt/Mocamedes73_LotusLis.jpg
Circuito de Moçâmedes, 23 de Março
O circuito de Moçâmedes foi a primeira prova do calendário Angolano de 1974, e disputou-se como era hábito, por alturas das Festas do Mar. Mais uma vez, esta corrida contou com a presença de pilotos da Metrópole, cabendo desta vez a Carlos Santos e Mané Nogueira Pinto a honra da representação continental. Por outro lado, era o meio destes pilotos contornarem a interdição da realização de corridas em Portugal -motivada pela crise do petróleo- e poderem fazer o gosto ao dedo. O primeiro conduziu o Porsche Aurora Spyder (habitualmente usado no CNV de 73 por Robert Giannone), mas na realidade propriedade do próprio Santos e do Mestre Eduardo da Garagem Aurora. Foi um regresso do chassis #906 128 a terras de Angola, após o acidente do malogrado "Janita" Andrade Villar no circuito da Palanca Negra de 1969. Quanto a Mané Nogueira Pinto (tanto quanto julgamos saber) fez aqui a prova de estreia ao volante do GRD S-73 que tinha adquirido a Carlos Santos no ano anterior (os dois carros Continentais eram assistidos pela Garagem Aurora). Alguns dos pilotos locais estavam muito bem equipados, como era o caso de Mabílio de Albuquerque e o Lola T-292 BMW que viria a realizar o melhor tempo da grelha de partida para a corrida principal. O Porsche Carrera 6 e o Lotus 62 que Américo Nunes e Ernesto Neves aqui tinham trazido no ano anterior alinhavam de novo pelas mãos de Herculano Areias e Teixeira da Silva. Santos Peras apresentava o conhecido Alfa Romeo 33, habilmente recuperado por si próprio e agora pintado de verde. Por fim, a mais inesperada participação seria a do piloto alemão Werner Bernhard Heiderich, (mais conhecido por Ben Heiderich), o importador da Porsche para Espanha e que anteriormente tinha vendido o Porsche 906 a Carlos Santos e o Porsche 907 a Rui Guedes. Tanto quanto pudemos apurar, o carro utilizado terá sido o seu Porsche 908/2 (provavelmente o chassis #012), usado pela Escuderia Repsol em 1971 e possivelmente guardado desde então.

http://sportscarclassic.com.sapo.pt/Mocamedes74_coleccaoBetoXavier.jpgA partida da prova dos grupos 2 a 5: na primeira linha o GRD S73 de Mané Nogueira Pinto e o Lola T292 de Mabílio de Albuquerque. Logo atrás, o Alfa Romeo 33 de Santos Peras, o Porsche 908/2 de Ben Heiderich e o Ford GT40 de Emílio Marta. (colecção Beto Xavier, via Fernando Pereira)

No Domingo, a corrida principal dos Grupos 2 a 5 foi marcada pelo acidente entre o Ford GT40 de Emílio Marta e o Lotus 62 de Teixeira da Silva. O Lotus bateu de frente num dos inúmeros candeeiros que ladeavam o circuito, tendo ficado com a frente destruída e o Ford bateu também no mesmo poste, levando os dois a desistir. A corrida foi vencida pelo Lola T-292 de Albuquerque, tendo ficado no segundo posto o GRD S-73 de Mané Nogueira Pinto, naquela que possivelmente terá sido a última prova da carreira do piloto nortenho. No final, o "Team Irmãos Unidos" (Marta e Areias) protestou os dois protótipos que dominaram os acontecimentos. Verificados os carros, a comissão técnica concluiu que os carros não passavam sobre o gabarito de 10 cm de altura (aliás, nenhum protótipo moderno passaria...), e o delegado do ATCA optou pela desclassificação de ambos. O Director da Prova, incomodado com o final que se desenhava, alegou ilegalidade de procedimentos por falta da assinatura dos 3 delegados desportivos, decide não acatar a desclassificação e distribuiu os prémios aos vencedores na pista. Nos dias seguintes debatia-se na imprensa e nas tertúlias locais o estado do desporto automóvel em Angola, algo desacreditado por uma questão que muitos entendiam ser de pura má fé e outros como uma forma de laxismo em relação aos regulamentos. No entanto, o caso morreria poucos dias depois, com a notícia da revolução de Abril, ocorrida em Lisboa.

Com a crise do petróleo e com o 25 de Abril morreria também a ideia de em 1974 se disputar a primeira edição de um grande Campeonato de Velocidade denominado "Troféu Internacional Português" com corridas disputadas em Vila Real, Estoril, Luanda , Nova Lisboa e Benguela. Era o início de uma nova era, não necessariamente melhor do que a anterior...

http://sportscarclassic.com.sapo.pt/908_PortoLX74.jpgMaio de 1974: o Porsche 908/2 de Ben Heiderich abandonado no porto de Lisboa. (foto: o Volante, colecção Fernando Pereira)

Dois meses após a realização desta corrida, surgia uma notícia no jornal "O Volante" referindo que se encontrava um Porsche 908/2 abandonado no porto de Lisboa, em aparente mau estado de conservação. A foto anexa ao artigo não deixa dúvidas que seria o carro com que Ben Heiderich correu em Moçâmedes. Assim sendo, o mau estado de conservação explica-se em boa parte por ser um carro que em traços gerais, ainda ostentava a decoração de 1971. O uso e a passagem do tempo, em conjunto com a viagem a África e com o abandono em Lisboa, não devem ter ajudado nada para melhorar o aspecto do carro. O que terá sucedido entretanto ao Porsche é um mistério que
In Sportainda não conseguimos desvendar.

In www.Sportscarclassic.com.sapo.pt

Circuito das Festas do Mar em1968 : Prova de Pericia




Circuito das Festas do Mar em1968 : Prova de Pericia (peão)

Desporto automobilistico: Jorge Maló de Almeida

Rally do RCM: Prova de Pericia 08-12-68





1ª foto : Rally do RCM- Prova de Pericia. Bandeirolas 08-12-68

2ª foto: O mesmo Rally contornando esteiras