quarta-feira, 2 de abril de 2008

Dois ex-hoquistas moçamedenses em Luanda: 1972 (Benfica de Luanda)

 
















Como foi atrás referido, após cumprido o serviço militar, muitos foram os hoquistas moçamedenses que não regressaram à sua terra, por questões da sua vida profissional, e fixaram residência noutros pontos de Angola. Uns porque arranjaram melhores condições de emprego lá fora, outros porque após o seu regresso, viriam a ser colocados noutras cidades. Foi o caso dos primos Álvaro Jardim e de Laurentino Jardim que vemos nesta foto. Ambos na altura a viver em Luanda, onde se encontravam ligados à modalidade do hoquei em patins, no Sport Luanda e Benfica.


Na foto, Alvaro Jardim (Chamenga), treinador, dá instruções á sua equipe, enquanto Laurentino Jardim (ao centro), juntamente com um seu colega de quipe, escuta, atento, essas mesmas instruções. Ambos fizeram parte de equipas de hóquei em patins do Atlético Clube de Moçâmedes, ainda que em épocas diferentes.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Complexo Desportivo do Sport Moçâmedes e Benfica,




As três fotos acima:
1. O Complexo Desportivo do Sport Moçâmedes e Benfica, 32 anos depois. Registe-se o bom estado de conservação. Bem haja!
2. As duas a seguir são do mesmo complexo desportivo,  em planta,  e em foto tirada em 1957,  fase de construção























O Governador Geral de Angola, Horácio Sá Viana Rebelo, no decurso de uma visita a Moçâmedes realizada em 1957, a ser cumprimentado pelos abnegados dirigentes do Sport Moçâmedes e Benfica, Luís de Sousa Simão, João Maurício, João R. Trindade e Mário António Guedes da Silva - que convictamente procuraram levar para a frente o projecto da construção do seu Complexo Desportivo. Nesta data tinha sido inaugurada  a 1ª fase do cais comercial e o novo edifício do Grémio dos Industriais de Pesca de Moçâmedes.

















Nesta foto podemos ver, `esq. três elementos do grupo dos "carolas" dirigentes, enquanto tentavam angariar fundos para a conclusão do pavilhão junto do Governador Geral de Angola: Vitalino Amém, Mário Guedes da Silva e Simão.

 




A LUTA PELO SONHO...


O Complexo Desportivo do Sport Moçâmedes e Benfica foi uma construção, que, como tantas outras em Moçâmedes, quase que foi «arrancada a ferros». Incluso a mísera ajuda conseguida junto do Governador Geral, foi algo dramático. Resultado: por falta de disponibilidades financeiras o ambicionado projecto, em 1975, ainda estava por terminar, incluindo a parte que iria constituir a sede directiva e administrativa do clube. Estas tiverem que passar a funcionar, provisoriamente, e à espera de melhores dias, que nunca chegaram, nos espaços inferiores das bancadas, que foi aproveitado para o efeito. Nas restantes fotos, podemos ver alguns dos abnegados dirigentes do Sport Moçâmedes e Benfica, na sua «luta» pela concretização do «sonho».

Aliás, a própria Igreja Paroquial de Santo Adrião, construida a pedido de Bernardino Freire de Figueiredo Abreu e Castro, o Chefe da 1ª colónia de fundadores que, vinda do Brasil, na Barca "Tentativa Feliz", chegou à antiga Angra do Negro em 04 de Agosto de 1849, também foi construida à custa de donativos conseguidos os esforçados colonos. Outra obra do mesmo modo construida em Moçâmedes, ou seja , através de donativos, foi o Observatório Metereológico,  edificio de características únicas que na década de 1950, alguém resolveu mandar demolir, com o argumento de desimpedir a zona próxima da Praia das Miragens.

Para sermos fiéis e verdadeiros em relação à História, estas coisas devem ficar escritas. Apesar da riqueza de Angola, e do mito da «árvore das patacas», só com muito esforço, muita luta e muita dedicação por parte de dirigentes, de alguns «carolas» e dos atletas, os Clubes desportivos conseguiam subsistir. Sem quaisquer subsídios por parte do Estado nem das Câmaras Municipais, os Clubes mantinham-se financeiramente através das pequenas quotizações dos seus associados, do precário produto dos jogos, e pouco mais. Neste contexto, era sempre uma aventura para os dirigentes dos clubes, enveredarem por quaisquer melhoramentos que os viessem beneficiar, bem como ao Desporto e à Cidade em geral, uma vez que não possuíam uma base financeira estável.

Foi por uma destas aventuras que enveredou a Direcção do Sport Moçâmedes e Benfica, quando, no ano de 1957, a 11 de Março, após várias reuniões levadas a cabo para o efeito, a sua Direcção resolveu empossar uma «Comissão Pró-Sede e Parque de Jogos» constituída pelos seguintes elementos: Intendente José da Silva Vigário (Presidente), Gaspar Gonçalo Madeira (Vice-Presidente), Mário António Gomes Guedes da Silva (Secretário), João Soares (Vogal), Arménio Joaquim Lemos (Vogal), Ernesto do Oliveira (Vogal), José Alberto Pereira Monteiro (Vogal) e Pedro Lopes da Silva (Vogal). O Benfica não possuía nem uma sede nem um campo de jogos com as condições minimamente aceitáveis e muito menos de acordo com a excelência dos seus atletas, como ficara comprovado no ano de 1956, com as vitórias alcançadas nas modalidades de basquetebol feminino e masculino


Criada a Comissão, em seguida, e por deliberação de 22 de Março de 1957, são iniciadas diversas campanhas tendo em vista a angariação de fundos entre a população, industriais e comerciantes. Outras resoluções se seguiram quanto à aquisição do terreno, projectos, cálculos de betão, exposição ao Governador Geral de Angola solicitando a comparticipação no investimento, etc., etc.. Foi assim que começaram a surgir os primeiros fundos e foi possível arrematar o terreno com cerca de 4900 mts 2 por 16.802$10 à Câmara Municipal de Moçâmedes e partir para a elaboração do projecto que incluía o parque de jogos e o edifício-sede, da autoria do desenhador-técnico, António Coelho. A Câmara Municipal da cidade ofereceu as primeiras carradas de areia, e Gaspar Gonçalo Madeira, membro da «Comissão Pró-Sede e Parque de Jogos» prontificou-se a assegurar a cobertura dos camarotes e a fornecer todo o ferro necessário para a respectiva construção a preço do custo. O produto das subsequentes angariações de fundos permitiu erguer as paredes de todo esse complexo. O sonho dos benfiquistas de um estádio completamente circundado de bancadas e camarotes com a capacidade de cerca de 4 mil pessoas sentadas, estava finalmente em marcha... Faltava, porém, para que a obra pudesse avançar o subsídio do Governo Geral, e foi perante essa necessidade que Mário António Guedes da Silva foi levado a deslocar-se a Luanda para angariar também alí donativos, tendo regressado com a quantia de 20 mil escudos que foi imediatamente aplicada.


 



Mário António Guedes da Silva (Tesoureiro) e Lourdino F. Tendinha (Presidente da Assembleia geral) expõem ao Presidente do Conselho Provincial de Educação Física, major Fausto Simões, o plano de obras para o novo complexo desportivo do Sport Moçâmedes e Benfica. Foto tirada em 08.11.1959.









































(o Postal que serviu para a angariação de fundos)

Eis algumas fotos do dia da inauguração


sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Equipas de hóquei em patins (juniores) do Atlético Clube de Moçâmedes e da Casa Pessoal Porto de Lobito. 1970



Nesta foto tirada em Nova Lisboa em 1970 durante um Campeonato de Hóquei em Patins no escalão de Juvenis, estão duas equipas, a do Atlético Clube de Moçâmedes e a da Casa Pessoal Porto de Lobito.


Equipa de hóquei em patins do Atlético Clube de Moçâmedes no Campeonato Provincial de Angola.



1ª foto: Atlético de Moçâmedes e Futebol Clube de Luanda no Campeonato Provincial de Angola: 1970


2ª foto: Equipas de hóquei em patins do Atlético Clube de Moçâmedes e do Sport Luanda e Benfica no Campeonato Provincial de Angola (1970?).


O Atlético acabara de sofrer um golo que Psico não conseguiu defender, enquanto Arménio Jardim, o capitão da equipa moçamedense, de braço no ar pede mais apoio à defesa. Nº 6: Laurentino Jardim, Nº 7: Álvaro Ascenso. No chão, o guarda-redes Psico. Felizes os benfiquistas por terem metido o golo!


segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Campeonato Nacional de Hóquei em patins (1969)


O Atlético Clube de Moçâmedes, (campeão de Angola 1969), e o Sport Luanda e Benfica (vice campeão), num encontro realizado em Luanda a contar para o campeonato nacional da modalidade, no qual o Atlético venceu por 4-3.

O referido campeonato nacional foi disputado entre as equipas do Atlético Clube de Moçâmedes, Sport Luanda e Benfica, Desportivo de Lourenço Marques
e o Futebol Clube do Porto. Venceu o campeonato nacional, a equipa de hóquei do Futebol Clube do Porto.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Campeonato de Angola de Hóquei em Patins 1969


 

A equipa de hóquei em patins do Atlético Clube de Moçâmedes, campeã de Angola 1969.




A equipa de hóquei em patins do Atlético Clube de Moçâmedes, campeã de Angola 1969, cujo título conquistou após uma partida serena em que impôs ao Sporting uma derrota por 1-0, no campo deste.



 


O campo de Jogos do Sport Lisboa e Benfica apinhado de gente de todos os sexos e idades para poiarem os seus hoquistas
, no último jogo do Campeonato de Angola de Hóquei em patins (1969)

 


A equipa do Atlético Clube de Moçâmedes . Da esq. para a dt. em cima. Ginho Chalupa, Alvaro Ascenso, Laurentino Jardim e Arménio Jardim. Embaixo: Camacho, Moura (Psico), Leonel Oliveira (Briguidé) e Carlos Chalupa.

A equipa do Atlético Clube de Moçâmedes com Arménio, Laurentino, Zé Adriano (treinador), Camacho, e
Embaixo: Alvaro Ascenso, Psico, Briguidé e Carlos Chalupa.


 

Arménio Jardim, o capitão da equipa do Atlético, seguido dos seus companheiros, faz a entrada no campo de jogos, passando entre alas formadas pelos hoquistas da equipa adversária, a equipa da casa do Pessoal do Porto do Lobito.




 Arménio Jardim (capitão) a ser entrevistado por José Manuel Frota. À dt Fernando Vilaça, dirigente do Atlético



A equipa do Atlético Clube de Moçâmedes . Da esq. para a dt. em cima. Laurentino Jardim, Couto, Camacho e Arménio Jardim (Capitão). José Adriano Borges , treiunador. Embaixo: Ginho Chalupa, Moura (Psico), Leonel Oliveira (Briguidé), Carlos Chalupa e Alvaro Ascenso e Carlos Chalupa.