Desde muito cedo foi intensa a prática do DESPORTO em Moçâmedes, hoje cidade do Namibe. Talvez tenha surgido como forma agradável e salutar para quebrar a monotonia da vida, numa cidade nascida entre o deserto e o mar... Talvez por predisposição natural das suas gentes... O certo é que todo um conjunto de modalidades foram ali praticadas com grande entusiasmo e invulgar participação, e muitos títulos foram conquistados, realidade que este blog vai procurar mostrar.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Hóquei em patins: Atlético Clube de Moçâmedes


1ª foto:
Esta é a foto mais antiga que consegui arranjar, da equipa de hóquei em patins do Atlético Clube de Moçâmedes. (1954)
Da esq. para a dt.
Em cima:
Tolentino Ganho, Jorge Canelas, Hernâni Nunes e Arménio Jardim.
Embaixo: Carlos Jardim, Jorge Canelas, Alvaro Jardim e José Adriano Borges.
2ª foto:
Esta também é uma das mais antigas fotos da equipa do Atlético, onde podemos ver,
Da esq. para a dt.
Em cima: Rui Coelho de Oliveira, Arménio Jardim, Tolentino Ganho e Tony de Sousa
Em baixo:Esta é a foto mais antiga que consegui arranjar, da equipa de hóquei em patins do Atlético Clube de Moçâmedes. (1954)
Da esq. para a dt.
Em cima:
Tolentino Ganho, Jorge Canelas, Hernâni Nunes e Arménio Jardim.
Embaixo: Carlos Jardim, Jorge Canelas, Alvaro Jardim e José Adriano Borges.
2ª foto:
Esta também é uma das mais antigas fotos da equipa do Atlético, onde podemos ver,
Da esq. para a dt.
Em cima: Rui Coelho de Oliveira, Arménio Jardim, Tolentino Ganho e Tony de Sousa
José Adriano Borges, Álvaro Jardim (Chamenga), Henrique Minas.
Laurentino Jardim (mascote).
3ª foto:
Esta foto reune as equipas do Atlético e do Sporting Clube de Moçâmedes
Da esq. para a dt:
Rui Coelho de Oliveira, Toni Braz de Sousa, Tolentino Ganho, Arménio Jardim, ? José Adriano Borges e ?
Embaixo:
José Humberto de Sousa Figueiredo, Guto, Rui Sousa Figueiredo (Rabiga) e Carlitos Guedes.
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OUTRAS MODALIDADES DESPORTIVAS NO DISTRITO DE MOÇÂMEDES:


REMO E VELA
Na 1ª foto, podemos ver aquela que foi a «guiga» do Ginásio Clube da Torre do Tombo, na Praia das Miragens, tendo por fundo a ponte e a fortaleza, e completamente rodeada por amantes desta modalidade e curiosos. Entre os «remadores» e curiosos, podemos ver aqui, da esq. para a dt.: António Martins Nunes (Cowboy), Eduardo Lopes Braz, Jossé Ferreira, João Viegas Ilha, Velhinho, Mário Lisboa Frota (Mariuca), Virgilio Gonçalves de Matos e António Gonçalves de Matos (Sopapo). De pé, à esq. Olimpia Aquino, Marizete Veiga e em 1ª plano, Raquel Martins Nunes. Junto da ponte, sobressai por detrás dos ocupantes da «guiga»e junto ao guindaste da ponte, a vela de um «sharpie».
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Falando um pouco deste desporto, pela pena de Mário António Guedes da Silva:
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Falando um pouco deste desporto, pela pena de Mário António Guedes da Silva:
A navegação, tanto da parte dos primeiros colonos que do Brasil atravessaram o Atlântico corajosamente, na barca «Tentativa Feliz» e no brigue «Douro», em meados do século XIX, em 1849, como dos emigrantes algarvios que em barcos frágeis percorreram o caminho marítimo para Angola, para se fixaram no Oásis de Moçâmedes e ao angariarem o sustento de suas famílias, na segunda metade do século, marcou profundamente todos os que fizeram desta terra o seu habitat.
A pesca foi desenvolvida incomensuravelmente e os barcos de pesca, com as suas velas desfraldadas ao vento na barra circular da Angra do Negro, transmitiram seguros ensinamentos a uma população crescente, na sua maioria dedicada às lides piscatórias.
Portanto, a prática do desporto, na vertente «VELA», foi de fácil assimilação , obviamente, trazendo para o Distrito alguns títulos, tanto da classe de «sharpie 9m.» , numa primeira fase (década de quarenta), como da classe «Snipes», numa segunda fase (décadas de 50 e 60...).
Os respectivos velejadores desportivos pertenciam ao Centro Náutico da Movidade Portuguesa, instituição nacional, patrótica, cujo regulamento foi aprovado em 4 de Novembro de 1936 por decreto Nª 27301. Eram estudantes vinculados à Escola Prática de Pesca e Comércio do Distrito de Moçâmedes, estrelas de uma constelação imorredoura, tendo por instrutor, o líder dedicado, Emidio Cecilio Moreira.
As regatas eram normalmente realizadas na baía de Moçâmedes, com ventos moderados, nomeadamente aquando dos festejos tradicionais comemorativos da fundação da cidade, assistidas por numerosa população apaixonada, que se perfilava ao lingo da «Praia das Miragens».
Nas primeiras regatas, antes da utilização de sharpies e de snipes, defrontavam-se baleeiras de pesca não só de Moçâmedes como de Porto Alexandre. Alguns timoneiros destas evidenciaram saber e experiência, destacadamente Aníbal Nunes de Almeida, Virgilio Nunes de Almeida, João Lisboa, mas foi Virgilio o que mais títulos conquistou, na baleeira «Laura».
No concernente ao «sharpies», destacaram-se velejadores como Rogério Gomes Ilha, António Artur Ferreira (Penha), Mário José Sequeira de Melo, Cassiodoro Sequeira de Melo, Adélio, Mário António Gomes Guedes da Silva, Armando Guedes Duarte, Armando Ferreira Gomes e outros. São referidos, a seguir, os velejadores de «snipes», primeiramente de madeira e depois de fibra,: Fausto Ferreira Gomes, Leonel Matos Mendes, Fernando Matias, Heider Guedes Duarte, Mário Alexandrino Guedes Duarte e outros.
Mas o título mais honroso para Moçâmedes foi o alcançado no ano de 1956, em Luanda, em «snipes», por Fausto Ferreira Gomes, um assíduo vencedor, coadjuvado por Leonel Matos Mendes, numa regata em que participaram excelentes velejadores dos principais Centros de Vela angolanos - Luanda. Lobito, Benguela e Moçâmedes.
Na prática deste desporto foram sempre mantidas as vincadas dedadas do passado, apesar das mutações qualitativas dos equipamentos. impostas em nome do progresso. A virtude sempre imperou!
Relativamente à modalidade «REMO», o entusismo decrescia, já que existia somente três barcos, um do Independente de Porto Alexandre, mais leve, quase sempre vencedor, uma «guiga»do Ginásio Clube da Torre do Tombo e um «Yolle» do Centro Nautico da Mocidade Portuguesa.
Embora musculosos os respectivos remadores, a insuficiência de treinamentos adequado impediu o pleno sucesso das equipas respectivas, contudo, a rivalidade entre eles foi sempre notória, sob manifestações populares de simpatia.
Não havia condições, obviamente, de participar em grandes competições intra-muros, que eram então lideradas por tripulações do Lobito e de Luanda.

NATAÇÃO
Na foto, tirada em 1946, alguns dos nadadores moçamedenses. Em cima e da esq. para a dt.: António Martins Nunes (Cowboy) e Mário Lisboa Frota (Mariuca). Embaixo: Mário António Guedes, António Artur Ferreira (Penha) e António da Silva Braga (Braguinha). Como treinador, Joaquim Pereira Bajouca.
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Escreveu um dia, um jornalista credível e isento, que «Moçâmedes» é senhora da melhor praia de banhos de Angola, absolutamente isenta dos indesejáveis tubarões, bastante movimentada durante a época balnear, que se prolonga de Novembro a Abril temporada mais fértil em animadas diversões do que muitas praias de Portugal. Moçâmedes e Porto Alexandre têm um mar calmo e consistindo de tanta segurança que tem servido para amaragem de hidroaviões...
Assegurava, portanto, as condições ideias para aprendizagem de natação, na vasta extensã de praias de areia prateada (...) Por isso não era surpresa para os visitantes turistas que crianças de sete anos de idade já soubessem nadar, mergulhando das várias pontes (...) e atá da parte superior do guindaste existente no cais da alfândega usualmente utilizada do embarque e desembarque de cargas.
Ali se «fabricavam» promissores nadadores!
Mas os ténues recursos financeiros dos clubes da terra, aliados à realidade de então, da inferior rentabilidade resultante da utilização de eventual piscina, custa construção implicaria um custo elevado, compatível portanto, não incentivaram nunca, à realizarão desse desiderato. Além disso, a «Praia das Miragens»pela amplitude da sua natural plateia, melhor acolheria o público representado por milhares de espectadores, entusiásticos e emotivos. As prioridades recairam noutros investimentos, da parte da autarquia e das direcções dos Clubes...
E assim foi protelada, ano após ano, a construção de uma piscina olímpica onde se pudesse praticar provas, visando melhorar os índices j conseguidos.
Independentemente disso, os Clubes locais nao possuiam nas suas sessões de natação um tédnico-preparador à altura, que pudesse ministrar ensinamentos apropriados, visando tirar o máximo de proveito desta modalidade, configurado no aumento da capacidade respiratória, na flexibilidade da coluna e no fortalecimento do sistema nervoso. Cada um nadava a seu belo prazer, sem disciplina nem método, apenas preocupado em atingir os percursos no menor tempo possível.
Em casa de ferreiro, espeto de pau!
O mar estava à porta de casa desses nadadores incansáveis e era indiscutível a sua habilidade e apetência.
Isso bastaria, presumia. Todavia, eram atingidas boas marcas, considerando que as provas eram realizadas em «mar aberto» sem a protecção e os cuidados adequados que uma piscina e um bom técnico poderiam proporcionar.
A «NATAÇÃO» como desporto olímpico, está em evidência desde o ano 1896, tendo evoluído bastante no número de modalidades e estilos. Até 1908, ano em que foram construidas as primeiras piscinas, as provas vinham sendo realizadas em mar aberto, ou mesmo em rios como aconteceu no «Sena» em 1900. Moçâmedes ainda enfermava desse mal, de não ter dado as mãos à evolução desde 1908!
Em diversas gerações destacaram-se alguns nadadores, atletas de eleição, que a seguir são lembrados:
a) Classe feminina (100 metros livres)
Ruth Gomes, Semi Amaro, Hélia Paulo e outas.
b) Classe masculina:
- De fundo : Da praia do Cano à Praia das Miragens - 1000 metros-
António Braga, Manuel dos Santos (Cabouco), ambos do Ginásio Clube da Torre do Tombo
Renato Nunes da Silva e Sérgio Nunes da Silva, ambos do Sport Moçâmedes e Benfica
José Dolbeth e Costa (Chuva), do Atlético.
-De curtas distancias -100 metros-
António Martins Nunes (Cowboy), do Ginásio
Porfírio Ferreira, do Sporting
Rogério Gomes Ilha, do Sporting
Mário Andrade Vieira, do Atlético
Norberto do Vale Gouveia, do Atlético
Vicente Ferreira, do Benfica
Artur Paulo de Carvalho, do Sporting
Ermelindo da Costa Pacheco, do Independente
Angelino França, do Benfica
-Saltos acrobáticos:
Porfírio Parreira, do Sporting
Túlio Parreira, do Sporting
Romualdo Parreira, do Sporting
José Luis Pinto, do Sporting



CICLISMO :
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FOTOS:
1ª imagem: José Luis Ferreira Pinto, Albertino Marreiros e Gomes Luis, ciclistas do Sport Moçâmedes e Benfica, que se deslocaram a Portugal em representação da cidade de Moçâmedes, para participar em provas de ciclismo. (Foto: 2.10.1953)
2ª. foto: Corridas Em 14.09.1952.
Josá Luís Pinto e Francisco do Carmo ainda lideravam a corrida nesta altura.
3ª foto: Corridas Em 14.09.1952.
Emocionante chegada à meta, com o triunfo de Albertino Marreiros num sprint aplaudido pelos espectadores.
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No início da década de cinquenta, o Benfica de Moçâmedes foi o natural precursor na formação de uma equipa de ciclismo para o que contou com a orientação assegurada por dois experientes algarvios de Tavira - José Diogo Cavaco e António Cavaco - além do entusiasmo, trepidante embora, de alguns adeptos da modalidade.
Após um periodo razoável de preparação, realizou-se o «Primeiro Circuito de Moçâmedes», que galvanizou a cidade, saindo vitorioso o ciclista Albertino Marreiros, seguindo-se-lhe o promissor e polivalente desportista José Luis Pinto e Francisco do Carmo, inscritos no Sport Moçâmedes e Benfica, clube organizador.
Deu-se continuidade às competições internas de ciclismo, o suficiente para o amadurecimento daqueles atletas e de outros, com vista a posteriores eventos de mais destacada craveira. A oportunidade chegou célere, com a realização de uma corrida inter-cidades com partida de Sá da Bandeira e meta final em plena cidade de Luanda, num percurso superior a mil quilómetros. A poucas etapas do termo da corrida, a equipa moçamedense já conquistara a vantagem de duas horas sobre os seus mais directos adversários. quando surpreendentemente foi noticiado o abandono desses atletas, sob decepção geral.
Ardeu Troia! Até então quase toda a população acompanhava a evolução dos ciclistas da Terra, aplaudindo-os, já que era impensável o malogro. Mas o ciclismo moçamedense não foi denegrido, não obstante o sucedido. Teve continuidade durante alguns anos mais, mas a cicatrização da ferida demorou atá que supervisores e corredores se cansaram, em consequência da quebra de apoios. E faltou força motivadora, diga-se em abono da verdade. A marca do ciclismo de Moçâmedes ficou personalizada naqueles dois primeiros excelentes atletas: MARREIROS E PINTO.
GINÁSTICA
A Ginástica que advém da expressão grega " Gumnos" e significa "nu", é comprovadamente essencial para a obtenção progressiva de resistência à fadiga, para aperfeiçamento dos movimentos naturais e para o fortalecimento da musculatura, tendo em vista o apoio à prática de qualquer modalidade desportiva, quer por atletas do sexo masculino quer do sexo feminino.
Moçâmedes beneficiou, quase sempre, de bons professores de cultura física, a que corresponderam os seus desportistas voluntariosos.
No campo da "Educação Física" há que enaltecer a grande figura do Professor ANGELO MENDONÇA, diplomado pelo Ginásio Clube Português, por ter contribuido, indelevelmente para a valorização desportiva moçamedense. Partiu deste Homem a criação da primeira Escola de Cultura Fisica na cidade, vinculada ao Atlético Clube de Moçâmedes, na década de trinta, ministrando ensinamentos de grande valia às classes sob a sua supervisão. Foi mentor, igualmente, de várias modalidades, a que se dedicou entusisticamente no decurso de muitos anos. Com a sua partida de Moçâmedes, os desportistas do Atlético não o esqueceram.
Durante algum tempo a lacuna deixada não foi preenchida, até que no ano de 1939 foi criada uma nova escola de "ginástica artistica", de excelente nível por AUGUSTO QUENTAL DE MENESES, também formado no Ginásio Clube Português, em Lisboa, e cuja fixação em Moçamedes se deveu à influência de seu pai, que então exercia o cargo importante de Intendente do Distrito de Moçâmedes.
Este era o arauto do perfeccionismo, especialmente no exercício do trapézio, e, outrossim, noutras modalidades afins, como barra fixa, argolas, cavalo com alças, barras paralelas simétricas, assimétricas e trave de equilíbrio. A classe que orientava, cuadjuvado pelos irmãos Henrique, Rui e Armando, também experientes ginastas, abrangia homens e mulheres, em número elevado crescente, tendo atingido valor exponencial alto. Organizou saraus inesquecíveis, que mereceram rasgados elogios dos críticos e aplausos inesgotáveis da própria população, muito interessada no melhor desenvolvimento da sua prole. Este professor , "gentleman" mas impecável, - Augusto Quental de Meneses de seu nome -, chegou mesmo a formar uma equipa de basquetebol masculino, pra defrontar a do Sport Moçâmedes e Benfica, na altura treinada por Cecílio Moreira, de quem se desertará a seguir.
Ainda Jovem, EMIDIO CECILIO MOREIRA, então vinculado à Marinha Portuguesa, com destino à Capitania do Porto de Moçâmedes, campeão nacional de box, de peso médio, "aportou" em Moçâmedes no limiar da década de quarenta, ainda com acentuadas rosetas na face, indício indesmentível da sua proveniência, a Metrópole, como se dizia.
Em obediencia às exigências do "Desporto" no seio da "Mocidade Portuguesa" foi indigitado para monitor da instituição local, mormente na orientação das diversas classes de ginástica de apoio às escolas oficiais da ainda jovem e progressiva cidade.
O sucesso alcançado motivou a expansão da sua actividade, agora junto do Sport Moçâmedes e Benfica, como professor de ginástica das classes jovens - feminina e masculina- , por diligências do que foi Presidente consagrado do Clube, Luciano da Cruz Coquenão. Daí resultou a criação das equipas de basquetebol, inseridas nas classes já referidas, afectas à ginástica.
Dinâmico que era, Cecílio Moreira, conseguiu encetar novas secções dentro do clube, aproveitando a evolução do estado físico dos ginastas a seu cargo e adequando-os a cada modalidade. A imaginação daquele jovem instrutor foi persistentemente focalizada pela massa associativa do clube, que o respeitava pela sua personalidade, dedicação e proficiência, reflectidas nos resultados dos embates com equipas antagonistas de então.
No limiar da década de cinquenta, o Sport Moçâmedes e Benfica tomou a feliz iniciativa de implementar uma classe feminina de "ginástica no solo", com a proficiente direcção da professora "MADAME SIBLEYRAS", de origem francesa, com inscrição inicial de vinte atletas, mas com crescimento contínuo na medida em que os êxitos eram alcançados.
Madame Sibleyras chegou a criar outra sala, de "ginástica ritmica", de sua própria iniciativa, em face das preferencias de muitas jovens moçamedenses, tendo chegado a exibir-se, repetidamente, no palco do Cine Teatro de Moçâmedes. Este facto deu lugar a destacadas referências, numa conferência do médico, Dr. Rui Ferreira Coelho, e, 1955, na sede do Independente Sport Clube de Porto Alexandre, consagrada à "medicina desportiva". Insuperável dedicação a desta competente professora, que a imortalizou!
Em Porto Alexandre, então uma vila piscatória, a preparação dos rapazes e raparigas intensificou-se a partir do ano de 1955, com aulas regulares de boa ginástica, aos olhos de Rui Ferreira Coelho, médico conceituado, ministradas pelo professor VIRIATO MARQUES. Foi notória a elevação da qualidade do desporto alexandrense, em consequência da seriedade com que se cumpria o programa de ginástica no solo, com obervação e apoio dos dirigentes daquela prestigiosa colectividade.
A pluralidade de opções da juventude do Distrito - ginástica no solo, ginástica artística e ginástica ritmica - muito favoreceu o desenvolvimento do desporto na região.
Afinal, a ginástica é indubitavelmente o artífice da graciosidade dos movimentos no concernente ao sexo feminino, como generoso gerador do desenvolvimento do corpo masculino.
Por último, após ter-se tratado o cenário que a Moçâmedes diz respeito, é oportuno dizer algo sobre a "GINÁSTICA" no âmbito dos jogos olímpicos, a título meramente informativo, para se aquilatar da sua real importância:
- A ginástica é o motor das cerimónias de abertura dos Jogos Olímpicos, sem carácter competitivo, reconhecida como fundamental pela criatividade, plasticidade e expressão corporal aliada em sincronização de extenso número de participantes, enfim, pelo virtuosismo que encena.
- A "ginástica artística2 tornou-se desporto olímpico em 1896, há 108 anos, são para a classe homens, com a hegemonia das escolas alemães. porém, foi no ano de 1928 extensível às mulheres. Apenas a partir de 1952 é que as atletas do sexo feminino puderam exibir-se em todas as modalidades, já que anteriormente apenas tinham acesso aos exercícios combinados individuais, o salto sobre o cavalo, e exercícios no solo.
-Em 1952, a Russia evidenciou o seu poderio na modalidade, através do seu ginasta Viktor Chukarin, especialmente, que venceu quatro medalhas de ouro. No tocante à participação feminina, foi a russa Larissa Latynina, que obteve recorde absoluto de medalhas ( nove de ouro, cinco de prata e quatro de bronze).
-A "ginástica ritmica" desportiva, com bola, corda, arco e fitas, teve início em 1922, apenas para atletas do sexo feminino.
-Há dezasseis anos que Portugal não conseguia acesso aos jogos olímpicos, na "ginástica artística", regressando no ano 2004 através do ginasta Filipe Bezugo, nascido na Ilha da Madeira.
O somatório de êxitos de "DESPORTO" é devido à ginástiva, sobretudo. Há que render-se homenagem a "GUMNOS"!
TÉNIS DE MESA
O invento deve-se ao inglês James Gigg no ano de 1898. Foi no ano de 1900, entretanto, que em Inglaterra, com intuito comercial uma empresa implantou um "brinquedo" que proporcionou às crianças divertimento e encantamento, constituido por uma mesa, uma rede ao meio, uma pequena bola branca de celuloide e duas raquetas. Este brinquedo, a que foi dado a designação de "ping-pong" pelo som repetido produzido pela bola ao bater sobre a mesa, caiu em graça junto dos respectivos utentes e dada a imediata proliferação deste desporto, que passou a denominar-se "ténis de mesa" pela semelhança com o "lown-ténnis".
Rapidamente começou a ser praticado dos Estados Unidos da América, já em 1901, tornando-se extensivo a outros países dos Continentes Europeu e Asiático.
A Federação Portuguesa de Ténis de Mesa, foi fundada há sessenta anos, em 1944, quando a Federação Internacional já existia em 1926.
Até meados do século XX foi a Hungria a maior potência internacional desta modalidade e a partir daí dominaram os países asiáticos, especialmente a China que conquistou treze das dezasseis medalhas de ouro disputadas. Foi em Seul (Coreia) que se realizou o primeiro certame olímpico, em 1988.
Em Moçâmedes (Angola),foram organizados torneios de ténis de mesa a partir da década de quarenta, em consequência da influência de Abílio Gomes da Silva, filho da terra, que tinha no seu palmarés o título máximo português de campeão nacional. Era brilhante, esquerdino, invencível! Conseguiu formar um elenco extraordinário, representando o Sporting Clube de Moçâmedes, constituido pelo próprio, por Carlos Lopes Alves de Oliveira e Renato de Sousa; Roberto Martins do Atlético; Sousa Marques e Humberto Pinho Gomes, do Benfica, todos praticantes de bom nível.
Sendo uma modalidade restrita, seduziu apenas uma dezena de seguidores em Moçâmedes e, portanto, como seria de esperar não arrebatou o público, este mais afecto ao desporto colectivo. É que o "ténis de mesa" sempre foi tido como parente distante do "lawn-ténnis"...
ABíLIO GOMES DA SILVA foi o marco inesquecível do "ténis de mesa" no distrito de Moçâmedes e não só foi respeitado por antagonistas angolanos e nacionais!
BOX E ESGRIMA
Ao contrário do que sucedeu com a esgrima, a longevidade do box em Moçâmedes foi mais consistente. Nas décadas de vinte e trinta, já o box era praticado na bela cidade de Moçâmedes, ainda que empiricamente, pondo em pulvorosa os muitos adeptos fervorosos.
Esta modalidade esteve integrada nas sessões desportivas do Ginãsio Clube da Torre do Tombo. Os boxeadores que mais entusiasmaram o público foram OCHOA e FAQUINHAS, na modalidade de pesos super pesados, correspondente a mais de 91 quilos. Era técnica com força...
As respectivas sessões eram realizadas no palco do vetusto mas lindo Teatro Garrett, que na altura já albergava mais de quinhentos espectadores, entre plateia, camarotes e frisas.
Ochoa, experiente lutador, e Faquinhas, homem corpulento e impetuoso, eram adversários temíveis. Este último demonstrava a sua brutalidade colocando um barril com vinho (100 litros) sobre o balcão da tasca que habitualmente frequentava. O primeiro prélio estava anunciado, e poucos eram os que acreditavam numa derrota de Faquinhas. Era visível o receio de Ochoa, mas confiante e concentrado entrou no ringue, sob as cordas. O gongo tocou! Punhos fechados, olhos nos olhos, os primeiros toques eram de ensaio. O truculento Faquinhas quase derrubara o adversário na primeira tentativa a sério. Ochoa protegeu-se, fitando-o. o que se repetiu nas seguintes investidas de Faquinhas. O público aplaudia freneticamente. a casa estava lotada. Terminara o primeiro assalto, o segundo, e no terceiro Faquinhas já evidenciava sinais de cansaço. Foi quando Ochoa desferiu o golpe de misericórdia. Faquinhas tombou! KO impresionente. Foi um delírio!
A desforra foi aceite por Ochoa e no novo combate realizado algum tempo depois, antes que se repetisse a sua condição de vítima. Faquinhas derrubou o antagonista de forma visivelmente irregular. Imperou a trucul~Encia! Terminou tacitamente a luta!
Entretanto, na década de quarenta, de novo pela iniciativa do Sport Moçâmedes e Benfica, foi criada uma sessão de box supervisionada por Emidio Cecílio Moreira, ex-campeão nacional de peso médio. Muitos Foram os que se apresentaram aos primeiros treinamentos, mas, após uma filtragem consciente foram seleccionados os que melhores condições revelavam, técnicas e físicas. Dos que realizaram combates, são destacados os seguintes:
-Pesos leves (60 quilos)
Carlos Cachiço
Wilson Pessoa
-Pesos médios (75 quilos)
Ninica
Fernando Oliveira
Jaime Nunes de Carvalho
Tiago Costa
Foram levadas a efeito exibições memoráveis no recinto do clube, com razoável frequência, entre os executantes acima e outros eventuais desafiados, de outras procedências. Tiago Costa e Fernando Oliveira atingiram níveis técnicos relevantes, deslocando-se até, a outras regiões angolanas para disputa de títulos, também inesquecíveis.
Emidio Cecilio Moreira e José Pedro de Oliveira Júnior (Maboque) arbitraram alguns dos combates realizados.
Entretanto, com a ausência do treinador Emidio Cecílio Moreira verificou-se crescente desânimo, até que se deu a extinção total, já na década de cinquenta.
Moçâmedes tinha vocação para o desporto, mas o Box, tal como a Esgrima não sairam vitoriosos quando foi necessário esgrimir com outras modalidades desportivas colectivas. Foi irresistível!
O box foi introduzido nas Olimpíadas no ano de 1904. Em 1912, quando a Suécia foi anfitreã dos Jogos Olimpicos, proibiu a integração da modalidade, além de ter tentado essa restrição, em voto, realativamente aos futuros eventos.
7. BILHAR
Os clubes desportivos proporcionaram aos seus sócios e atletas a prática de jogos de bilhar, mas sem o carácter de competição inter-clubes.
No entanto, muitos foram os bilharistas que revelaram condições excepcionais ao "bilhar russo", entre os quais se destacavam; José de Mendonça Teles, Humberto Teles, Carlos Roberto Freitas de Sousa, Abílio Lisboa Lopes Braz, António Patrício Correia e outros.
Aos efeitos de suas tacadas, as bolas obedeciam como por magia!
Apenas por mera curiosidade, acrescenta-se que em meados do século XIX já se praticava este desporto. Originalmente as bolas eram de marfim, muito caro, considerava-se na época. Por isso, em 1869 o norte-americano Junh Wesley Hiatt, de Nova Iork, substituiu-as por outras de material económico, de sua produção, a celuloide. Contudo tal plástico possuia nitrocelulose (algodão, pólvora explosiva), que originava explosão quando batidas entre si com violência. Voltou-se ao uso do mármore, finalmente substituido por plástico do tipo não explosivo.
Retirado do livro "Memórias Desportivas do Distrito de Moçâmedes- Angola2 Autor: Mário António Gomes Guedes da Silva
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ténis de mesa e bilhar em Moçâmedes Angola
Voleibol masculino: Sport Moçâmedes e Benfica (1955)
4ª foto
Da esq. para a dt.
Em cima:
Pinho Gomes, ? e Pestana
Em baixo:
Arnaldo Van-der-Keller (Nado), ? e Beto de Sousa.
VOLEIBOL EM MOÇÂMEDES
A prática da modalidade desportiva de Voleibol nunca foi muito atractiva para a população jovem desportista moçamedense.
Não obstante nos finais da década de 40 atletas, principios da década de 40, o Sport Moçâmedes e Benfica e do Sporting Clube de Moçâmedes fizeram algumas experiências nesta modalidade, sob a orientação de Urbulo Antunes da Cunha que havia regressado da Metrópole após a conclusão dos seus estudos universitários. Eram jovens que praticavam basquetebol naqueles clubes e que passaram a fazê-lo cumulativamente com o voleibol, e que chegaram a entrar num torneio por ocasião das Festas de Nossa Senhora do Monte, em Sá da Bandeira, mas foi sol de pouca dura, até porque não havia o mesmo acolhimento por parte do público como em relação às outras modalidades. Não poderemos, porém, deixar de evidenciar aqui, alguns nomes desses atletas pioneiros na modalidade de voleibol em Moçâmedes, como João Rufino Dias, Manuel de Oliveira Leitão, José Ferreira Rangel, Artur Pinho Gomes, Alfred Hachmeister e Armando Piedade, pelo Sport Moçâmedes e Benfica. E ainda a equipe vitoriosa de 1953/54,Carlos Gomes, Armando Piedade, Fernando Pestana, Arnaldo Van der Kellen, Humberto dos Santos Pinho Gomes e Carlos Roberto Freitas de Sousa (Beto).
Quanto ao Atlético Clube de Moçâmedes, salientamos os nomes de António José Gomes, Mário Andrade Vieira, António Figueiredo, Orlando Teixeira da Silva, José Gomes de Almeida, , Rui Qurntal de Meneses, Armando Quental de Meneses e outros...
Pelo Sporting Clube de Moçâmedes: Carlos Lopes Alves de Oliveira, , José Pedro Bauleth, Manuel Maria Inácio, Carlos Maria Inácio, Humberto de Jesus, Pedro Costa e outros...
Na década de 50, chegou também a haver algumas tentativas da implementação da modalidade de Voleibol por parte de atletas praticantes de basquetebol masculino e feminino do Sport Moçâmedes e Benfica, do Atlético Clube de Moçâmedes, do Sporting Clube de Moçâmedes e ainda pelas jovens basquetebolistas do Ginásio Clube da Torre do Tombo, mas nunca passaram de simples e esporádicos treinos que pouco tempo duraram.
Esta modalidade também era praticada em Moçâmedes no âmbito da Mocidade Portuguesa por alunos da então Escola de Pesca e Comércio de Moçâmedes.
A prática da modalidade desportiva de Voleibol nunca foi muito atractiva para a população jovem desportista moçamedense.
Não obstante nos finais da década de 40 atletas, principios da década de 40, o Sport Moçâmedes e Benfica e do Sporting Clube de Moçâmedes fizeram algumas experiências nesta modalidade, sob a orientação de Urbulo Antunes da Cunha que havia regressado da Metrópole após a conclusão dos seus estudos universitários. Eram jovens que praticavam basquetebol naqueles clubes e que passaram a fazê-lo cumulativamente com o voleibol, e que chegaram a entrar num torneio por ocasião das Festas de Nossa Senhora do Monte, em Sá da Bandeira, mas foi sol de pouca dura, até porque não havia o mesmo acolhimento por parte do público como em relação às outras modalidades. Não poderemos, porém, deixar de evidenciar aqui, alguns nomes desses atletas pioneiros na modalidade de voleibol em Moçâmedes, como João Rufino Dias, Manuel de Oliveira Leitão, José Ferreira Rangel, Artur Pinho Gomes, Alfred Hachmeister e Armando Piedade, pelo Sport Moçâmedes e Benfica. E ainda a equipe vitoriosa de 1953/54,Carlos Gomes, Armando Piedade, Fernando Pestana, Arnaldo Van der Kellen, Humberto dos Santos Pinho Gomes e Carlos Roberto Freitas de Sousa (Beto).
Quanto ao Atlético Clube de Moçâmedes, salientamos os nomes de António José Gomes, Mário Andrade Vieira, António Figueiredo, Orlando Teixeira da Silva, José Gomes de Almeida, , Rui Qurntal de Meneses, Armando Quental de Meneses e outros...
Pelo Sporting Clube de Moçâmedes: Carlos Lopes Alves de Oliveira, , José Pedro Bauleth, Manuel Maria Inácio, Carlos Maria Inácio, Humberto de Jesus, Pedro Costa e outros...
Na década de 50, chegou também a haver algumas tentativas da implementação da modalidade de Voleibol por parte de atletas praticantes de basquetebol masculino e feminino do Sport Moçâmedes e Benfica, do Atlético Clube de Moçâmedes, do Sporting Clube de Moçâmedes e ainda pelas jovens basquetebolistas do Ginásio Clube da Torre do Tombo, mas nunca passaram de simples e esporádicos treinos que pouco tempo duraram.
Esta modalidade também era praticada em Moçâmedes no âmbito da Mocidade Portuguesa por alunos da então Escola de Pesca e Comércio de Moçâmedes.
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Voleibol em Moçâmedes
Basquetebol masculino: Selecção de Moçâmedes e Sport Moçâmedes e Benfica


1ª foto: Equipa de basquetebol da Selecção de Moçâmedes, antes de um jogo contra o Ferroviário de Lourenço Marques em 1956.
Da esq. para a dt.
Em cima: Daniel Santos, Pieter Van-der-Kellen, Costa?, Cardoso Alves, Arménio Jardim e Carlos Jardim
Embaixo: Aspra, José Pedro Bauleth, Jorge Madeira e Hernâni Maia.
2ª foto: Equipa de basquetebol masculino do Sport Moçâmedes e Benfica.
Da esq. para a dt.
Em cima: Faustino, ?, Arnaldo Van-der-Kellen (Nado), Jorge Madeira e Pieter Van-der-Kellen,
Embaixo: Clélio Cunha, Daniel Santos, Orlando Ferreira Gomes, Cardoso Alves e António Araújo.
Da esq. para a dt.
Em cima: Daniel Santos, Pieter Van-der-Kellen, Costa?, Cardoso Alves, Arménio Jardim e Carlos Jardim
Embaixo: Aspra, José Pedro Bauleth, Jorge Madeira e Hernâni Maia.
2ª foto: Equipa de basquetebol masculino do Sport Moçâmedes e Benfica.
Da esq. para a dt.
Em cima: Faustino, ?, Arnaldo Van-der-Kellen (Nado), Jorge Madeira e Pieter Van-der-Kellen,
Embaixo: Clélio Cunha, Daniel Santos, Orlando Ferreira Gomes, Cardoso Alves e António Araújo.
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Basquetebol masculino Moçâmedes
Equipe de basquetebol masculino do Sport Moçâmedes e Benfica: 1950

Equipea de basquetebol masculino do Sport Moçâmedes e Benfica: 1950
Da esq. para a dt.
Em cima: Fernando Pestana, Arménio Lemos, Tó Gomes?, Rufino e João Trindade (treinador)
Embaixo: Artur Pinho Gomes, Antonio Marques da Silva, Beto de Sousa? e Albertino Gomes.
A MODALIDADE DE BASQUETEBOL MASCULINO EM MOÇÂMEDES
A modalidade de basquetebol, criada no século XIX por um professor de ginástica de um colégio de Massachussetes (EUA), Dr. James Naismith, começou a ser praticada na Europa a partir da guerra de 1914/18, e só no inicio da década de quarenta chegou a Angola, e naturalmente a Moçâmedes. Até então era o futebol, o «Desporto Rei», o desporto mobilizador de massas. A prática do basquetebol masculino no distrito de Moçâmedes, cuja finalidade inicial esteve sempre ao desenvolvimento das aptidões físicas, ficou a dever-se à influência dos instrutores da modalidade, na «Sala de Cultura Física» e no «Sport Moçâmedes e Benfica», Augusto Quental de Meneses e Cecílio Moreira.
Dos pioneiros do basquetebol masculino em Moçâmedes. exaltamos os seguintes atletas: Artur Conceição, Álvaro Rodrigues da Silva, Joaquim dos Santos, João Rufino Mendes Dias, José de Oliveira Leitão, Manuel de Oliveira Leitão, Artur Pinho Gomes, José Ferreira Rangel, Isidoro Ferreira Rangel, Carlos Maria Inácio, Américo Rodrigues da Silva, Mário Andrade Vieira, António José Gomes, Norberto do Vale Gouveia, Orlando Teixeira da Silva, Rui Quental de Meneses, José Chuva e outros. Da classe de júniores de então já faziam parte: Abílio Gouveia, Eduardo Bento, José Henriques Martins Major, Ermelindo Pereira, Joaquim. G. Duarte, Heitor Casinhas de Moura, Luís Ferreira Rangel, Humberto dos Santos Pinho Gomes e Artur Augusto Costa.
Os primeiros jogos de basquetebol masculino foram concretizados na cidade de Moçâmedes através de encontros entre aqueles dois grupos no recinto do Benfica, e com tal sucesso que de imediato a modalidade ganhou a adesão de um grande número de adeptos, ao ponto dos lugares reservados aos espectadores se terem revelado desde logo insuficientes. Depressa esta modalidade se consolidou entre os jovens da terra, e muitos dos pioneiros acabam por se dispersar para clubes locais tais como o Sporting e o Atlético, principalmente, passando a constituir as suas equipas. Entretanto os anos foram passando, novos nomes e novos valores foram surgindo nesta modalidade e nos clubes da cidade, nomes as fotos colocadas neste blog, vão de certo modo, permitindo relembrar.
Os primeiros jogos de basquetebol masculino foram concretizados na cidade de Moçâmedes através de encontros entre aqueles dois grupos no recinto do Benfica, e com tal sucesso que de imediato a modalidade ganhou a adesão de um grande número de adeptos, ao ponto dos lugares reservados aos espectadores se terem revelado desde logo insuficientes. Depressa esta modalidade se consolidou entre os jovens da terra, e muitos dos pioneiros acabam por se dispersar para clubes locais tais como o Sporting e o Atlético, principalmente, passando a constituir as suas equipas. Entretanto os anos foram passando, novos nomes e novos valores foram surgindo nesta modalidade e nos clubes da cidade, nomes as fotos colocadas neste blog, vão de certo modo, permitindo relembrar.
Equipes de basquetebol masculino do Sport Moçâmedes e Benfica: 1963/64/65


1ª foto:
Basquetebol masculino do Sport Moçâmedes e Benfica 1965
Da esq para a dt.
Em cima: Armando Cruz, Emidio Sena, Eduardo Castro Abreu, Helder Canhoto e Nestor.
Embaixo: Fragata, Custódio, Zequinha Cruz Ramos e Luis do Ó.
Da esq para a dt.
Em cima: Armando Cruz, Emidio Sena, Eduardo Castro Abreu, Helder Canhoto e Nestor.
Embaixo: Fragata, Custódio, Zequinha Cruz Ramos e Luis do Ó.
2ª. foto:
Equipe de basquetebol masculino do Sport Moçâmedes e Benfica, campeã do distrito na época 1963/64 .
Em cima e da esq. para a dt.: Pimentel, Fernando Brazão e Emilio Teixeira
Embaixo: Ramiro, Chalupa e Virgilio Coelho.
Equipa de basquetebol masculino do Atlético Clube de Moçâmedes (júniores) campeã de Angola 1962
Equipa de basquetebol masculino do Atlético Clube de Moçâmedes (júniores) campeã de Angola 1962 (Campeonato realizado em Nova Lisboa-Huambo). Da esq. para a dt.em cima: Chico Carmo (treinador), Albérico Faustino, João Germano Códinha Fernandes, Santos, Carlos Brazão e Orlando Saraiva dos Santos (Director).
em baixo: Arménio Minas, ?, Zequinha Cruz e Veiga.
Equipas de basquetebol masculino do Benfica e do Atlético Clube de Moçâmedes (início da década de 40 do século XX).

1ª foto. Equipa de basquetebol masculino júniores do Sport Moçâmedes e Benfica- 1941Da esq. para a dt.
Em cima: Abílio Gouveia, Eduardo Bento, Izidoro Rangel, Cecílio Moreira (treinador e prof. de Ginástica da Escola Prática de Pesca e Comércio de Moçâmedes), José H. Major, Ermelindo Pereira
Embaixo: Quim Guedes Duarte, Heitor Casinhas de Moura, Luis Rangel, Humberto Pinho Gomes e Artur Costa.
2ª foto: Equipa pioneira de basquetebol masculino do Atlético Clube de Moçâmedes (início da década de 40 do século XX).
Da esq. para a dt.
Em cima: Américo Rodrigues da Silva, Mário de Andrade Vieira e Orlando Teixeira da Silva.
Em baixo: Rui Quental de Menezes e José Dolbeth e Costa.
............................................................
Aproveitámos o 8º Encontro para "recordar" os praticantes de basketebol da nossa terra. A exemplo dos anos anteriores em que em 2007 foi o basket femenino e em 2008 os hoquistas.
Vou iniciar hoje, por capitulos, o que no nosso Encontro foi dito. Para os que lá foram, recordar. Para
os restantes, que passam por aqui, ficam a saber...Aproveitámos o 8º Encontro para "recordar" os praticantes de basketebol da nossa terra. A exemplo dos anos anteriores em que em 2007 foi o basket femenino e em 2008 os hoquistas.
Vou iniciar hoje, por capitulos, o que no nosso Encontro foi dito. Para os que lá foram, recordar. Para
Capitulo I
Não sei exactamente em que ano começou a prática do Basquete na nossa Cidade, mas vou limitar-me às datas das fotografias referidas no espólio desportivo do Humberto Pinho Gomes, como tambem no blogue da Nidia Almeida Jardim.
Peço desculpa de qualquer erro ou omissão de nomes, mas, foi minha intenção reunir elementos o mais fiel possível.
lª Equipe do Atlético Club de Moçâmedes - Séniores - 1940
Américo Rodrigues da Silva
Mário Andrade Vieira
Orlando Teixeira da Silva
Rui Quental de Menezes
José Dolbeth e Costa (Zé Chuva)
lª Equipe do Sport Moçâmedes e Benfica - Júniores - 1941
Abilio Gouveia
Eduardo Bento
Izidro Rangel
José Major
Ermelindo Pereira
Quim Guedes Duarte
Heitor Casinhas de Moura
Luis Rangel
Humberto Pinho Gomes
Artur Costa
Treinador: - Prof Cecílio Moreira
1ª Equipe do Sport Moçâmedes e Benfica - Séniores em 1951
Fernando Brito Pestana
Arménio Lemos
António José Gomes
Artur Pinho Gomes
António Marques da Silva
Humberto Pinho Gomes
Manuel Freitas Piedade
Albertino GomesCapitulo II
Jogadores que pertenceram aos vários Clubes da nossa Cidade
Alberto van der Kellen
Claudino Peleira
Diamantino Gomes
Fernando de Andrade
Fernando Galvão
Mário Rocha
Norberto Aspra
Nunes Paixanita "Cóboy"
Rui Makeiro
Tó Kuribeka
Torre
Xico Carmo
Zeca Bauleth
Adriano Cruz
António Ramalho
Armenio Jardim
Bila van der Kellen
Carlitos Jardim
Daniel Santos
Fernando Batista "Cabecinha"
Fernando Brazão
Fernando Castro
Hernani Maia
Leonel Matos Mendes
Mário Cunha
Orlando Gomes
Vieira Dias (Novato)
Alfredo Nunes
Américo Dolores Silvestre
Américo Pisoeiro
António Passos Marques
António Patrício Correia
Beto Berardineli
Calinhas Costa Santos
Carlos Alberto de Sousa - Carapanta
Carlos Ferrão
Dudu Ferreira da Silva
Eduardo Castro
Fernando Matias
Ginho Chalupa
João Calos Borges Correia "Calota"
Jorge Pinheiro - Galo Encarnado
Lecas van der Kellen
Manuel Eugénio Ferreira da Silva-Cocas
Mario Alberto Brazão
Patona
Rui Piedade
Tita Pimentel Teixeira
Zeca Chalup
Capitulo III e ultimo
Àlvaro Figueiredo
Armando Cruz
Calita Maria Inácio
Carlos Alberto
Custódio Teixeira
Eduardo Castro Abreu
Elisio Mendes
Emidio Sena
Hamilton Dolbeth e Costa
Helder Canhoto
Luis do Ó
Messias
Nestor Rocha
Rui Vieira
Zézé Fragata
Vitor Alves (ao micro falou da sua prestação no desevolvimento da modalidade, tambem como treinador)
Meus Amigos,
Deixei para ultimo a referência a duas equipas, cada uma delas por razões diferentes.
Uma, por Mérito. Foi a única equipa do Distrito de Moçâmedes que foi campeã de Angola em Basket.
Isso aconteceu em 1962, na classe de JUNIORES. O Clube ? O Atlético, tinha que ser. Quem estiver aqui
no Encontro, agradeço que se levante, e venha até aqui ao pé de mim.
São eles:
Albérico Faustino
Germano Codinha Fernandes
Alfredo Santos (Camona + velho, já falecido)
Carlos Brazão
Arménio Minas (Tchifufa)
Caldeira Martins
Zéquinha Cruz (Capitão)
João Martins de Almeida
Era treinador o Sr. Xico Carmo
A outra equipa, é meramente uma opinião minha. Eu ficava "maravilhado" a vê-los jogar. Muito bem
ligados, conheciam-se bem.
De vez em quando saiam passes, que fazia lembrar os GlobeTroters, em grande ascensão nos ultimos
anos de 50, principios de 60. Esta equipa durou 4 ou 5 épocas, o clube? Sport Moçâmedes e Benfica.
São eles:
Alfredo Haschmeister
António Araújo
Arnaldo van der Kellen
Cardoso Alves
Clélio Cunha
Emílio Teixeira
Jorge Madeira
José Abrantes
Pieter van der Kellen
Era treinador o Sr. Artur Pinho Gomes
Para terminar vou recordar outros treinadores, que com a sua abnegação espírito desinteressado, carolice, formaram outras
equipas, noutros clubes, alguns deles antigos jogadores.
Fernando Galvão
Tó Gomes
Norberto Aspra
José Luis Ferreira
Orlando Gomes
Zeca Bauleth
Chamo então, para a fotografia todos os que aqui foram referidos e pedir desculpa por um ou outro que, por lapso, não ter sido
lembrado.
Muito Obrigado.
Walter Frota (in Sanzalangola)
Não sei exactamente em que ano começou a prática do Basquete na nossa Cidade, mas vou limitar-me às datas das fotografias referidas no espólio desportivo do Humberto Pinho Gomes, como tambem no blogue da Nidia Almeida Jardim.
Peço desculpa de qualquer erro ou omissão de nomes, mas, foi minha intenção reunir elementos o mais fiel possível.
lª Equipe do Atlético Club de Moçâmedes - Séniores - 1940
Américo Rodrigues da Silva
Mário Andrade Vieira
Orlando Teixeira da Silva
Rui Quental de Menezes
José Dolbeth e Costa (Zé Chuva)
lª Equipe do Sport Moçâmedes e Benfica - Júniores - 1941
Abilio Gouveia
Eduardo Bento
Izidro Rangel
José Major
Ermelindo Pereira
Quim Guedes Duarte
Heitor Casinhas de Moura
Luis Rangel
Humberto Pinho Gomes
Artur Costa
Treinador: - Prof Cecílio Moreira
1ª Equipe do Sport Moçâmedes e Benfica - Séniores em 1951
Fernando Brito Pestana
Arménio Lemos
António José Gomes
Artur Pinho Gomes
António Marques da Silva
Humberto Pinho Gomes
Manuel Freitas Piedade
Albertino GomesCapitulo II
Jogadores que pertenceram aos vários Clubes da nossa Cidade
Alberto van der Kellen
Claudino Peleira
Diamantino Gomes
Fernando de Andrade
Fernando Galvão
Mário Rocha
Norberto Aspra
Nunes Paixanita "Cóboy"
Rui Makeiro
Tó Kuribeka
Torre
Xico Carmo
Zeca Bauleth
Adriano Cruz
António Ramalho
Armenio Jardim
Bila van der Kellen
Carlitos Jardim
Daniel Santos
Fernando Batista "Cabecinha"
Fernando Brazão
Fernando Castro
Hernani Maia
Leonel Matos Mendes
Mário Cunha
Orlando Gomes
Vieira Dias (Novato)
Alfredo Nunes
Américo Dolores Silvestre
Américo Pisoeiro
António Passos Marques
António Patrício Correia
Beto Berardineli
Calinhas Costa Santos
Carlos Alberto de Sousa - Carapanta
Carlos Ferrão
Dudu Ferreira da Silva
Eduardo Castro
Fernando Matias
Ginho Chalupa
João Calos Borges Correia "Calota"
Jorge Pinheiro - Galo Encarnado
Lecas van der Kellen
Manuel Eugénio Ferreira da Silva-Cocas
Mario Alberto Brazão
Patona
Rui Piedade
Tita Pimentel Teixeira
Zeca Chalup
Capitulo III e ultimo
Àlvaro Figueiredo
Armando Cruz
Calita Maria Inácio
Carlos Alberto
Custódio Teixeira
Eduardo Castro Abreu
Elisio Mendes
Emidio Sena
Hamilton Dolbeth e Costa
Helder Canhoto
Luis do Ó
Messias
Nestor Rocha
Rui Vieira
Zézé Fragata
Vitor Alves (ao micro falou da sua prestação no desevolvimento da modalidade, tambem como treinador)
Meus Amigos,
Deixei para ultimo a referência a duas equipas, cada uma delas por razões diferentes.
Uma, por Mérito. Foi a única equipa do Distrito de Moçâmedes que foi campeã de Angola em Basket.
Isso aconteceu em 1962, na classe de JUNIORES. O Clube ? O Atlético, tinha que ser. Quem estiver aqui
no Encontro, agradeço que se levante, e venha até aqui ao pé de mim.
São eles:
Albérico Faustino
Germano Codinha Fernandes
Alfredo Santos (Camona + velho, já falecido)
Carlos Brazão
Arménio Minas (Tchifufa)
Caldeira Martins
Zéquinha Cruz (Capitão)
João Martins de Almeida
Era treinador o Sr. Xico Carmo
A outra equipa, é meramente uma opinião minha. Eu ficava "maravilhado" a vê-los jogar. Muito bem
ligados, conheciam-se bem.
De vez em quando saiam passes, que fazia lembrar os GlobeTroters, em grande ascensão nos ultimos
anos de 50, principios de 60. Esta equipa durou 4 ou 5 épocas, o clube? Sport Moçâmedes e Benfica.
São eles:
Alfredo Haschmeister
António Araújo
Arnaldo van der Kellen
Cardoso Alves
Clélio Cunha
Emílio Teixeira
Jorge Madeira
José Abrantes
Pieter van der Kellen
Era treinador o Sr. Artur Pinho Gomes
Para terminar vou recordar outros treinadores, que com a sua abnegação espírito desinteressado, carolice, formaram outras
equipas, noutros clubes, alguns deles antigos jogadores.
Fernando Galvão
Tó Gomes
Norberto Aspra
José Luis Ferreira
Orlando Gomes
Zeca Bauleth
Chamo então, para a fotografia todos os que aqui foram referidos e pedir desculpa por um ou outro que, por lapso, não ter sido
lembrado.
Muito Obrigado.
Walter Frota (in Sanzalangola)
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Basquetebol masculino Moçâmedes
Recordando os basquetebolistas de Moçâmedes
Para que nenhum nome falhe, a acrescentar aos que neste blog vêm lembrados, colocaremos aqui a relação dos basquetebolistas de Moçâmedes que foram lembrados no 8º Encontro dos Antigos Alunos da EPPC/EICM/EICIDH de Moçâmedes em 16 de Maio de 2009, conf. publicado em SANZALANGOLA pelo organizador do referido encontro, o nosso conterrâneo Walter Frota:
«Aproveitámos o 8º Encontro para "recordar" os praticantes de basketebol da nossa terra. A exemplo dos anos anteriores em que em 2007 foi o basket femenino e em 2008 os hoquistas.
Vou iniciar hoje, por capitulos, o que no nosso Encontro foi dito. Para os que lá foram, recordar. Para
os restantes, que passam por aqui, ficam a saber...
Capitulo I
Não sei exactamente em que ano começou a prática do Basquete na nossa Cidade, mas vou limitar-me às datas das fotografias referidas no espólio desportivo do Humberto Pinho Gomes, como tambem no blogue da Nidia Almeida Jardim.
Peço desculpa de qualquer erro ou omissão de nomes, mas, foi minha intenção reunir elementos o mais fiel possível.
lª Equipe do Atlético Club de Moçâmedes - Séniores - 1940
Américo Rodrigues da Silva
Mário Andrade Vieira
Orlando Teixeira da Silva
Rui Quental de Menezes
José Dolbeth e Costa (Zé Chuva)
lª Equipe do Sport Moçâmedes e Benfica - Júniores - 1941
Abilio Gouveia
Eduardo Bento
Izidro Rangel
José Major
Ermelindo Pereira
Quim Guedes Duarte
Heitor Casinhas de Moura
Luis Rangel
Humberto Pinho Gomes
Artur Costa
Treinador: - Prof Cecílio Moreira
1ª Equipe do Sport Moçâmedes e Benfica - Séniores em 1951
Fernando Brito Pestana
Arménio Lemos
António José Gomes
Artur Pinho Gomes
António Marques da Silva
Humberto Pinho Gomes
Manuel Freitas Piedade
Albertino Gomes
Capitulo II
Jogadores que pertenceram aos vários Clubes da nossa Cidade
Alberto van der Kellen
Claudino Peleira
Diamantino Gomes
Fernando de Andrade
Fernando Galvão
Mário Rocha
Norberto Aspra
Nunes Paixanita "Cóboy"
Rui Makeiro
Tó Kuribeka
Torre
Xico Carmo
Zeca Bauleth
Adriano Cruz
António Ramalho
Armenio Jardim
Bila van der Kellen
Carlitos Jardim
Daniel Santos
Fernando Batista "Cabecinha"
Fernando Brazão
Fernando Castro
Hernani Maia
Leonel Matos Mendes
Mário Cunha
Orlando Gomes
Vieira Dias (Novato)
Alfredo Nunes
Américo Dolores Silvestre
Américo Pisoeiro
António Passos Marques
António Patrício Correia
Beto Berardineli
Calinhas Costa Santos
Carlos Alberto de Sousa - Carapanta
Carlos Ferrão
Dudu Ferreira da Silva
Eduardo Castro
Fernando Matias
Ginho Chalupa
João Calos Borges Correia "Calota"
Jorge Pinheiro - Galo Encarnado
Lecas van der Kellen
Manuel Eugénio Ferreira da Silva-Cocas
Mario Alberto Brazão
Patona
Rui Piedade
Tita Pimentel Teixeira
Zeca Chalupa
Continua
Capitulo III e ultimo
Àlvaro Figueiredo
Armando Cruz
Calita Maria Inácio
Carlos Alberto
Custódio Teixeira
Eduardo Castro Abreu
Elisio Mendes
Emidio Sena
Hamilton Dolbeth e Costa
Helder Canhoto
Luis do Ó
Messias
Nestor Rocha
Rui Vieira
Zézé Fragata
Vitor Alves (ao micro falou da sua prestação no desevolvimento da modalidade, tambem como treinador)
Meus Amigos,
Deixei para ultimo a referência a duas equipas, cada uma delas por razões diferentes.
Uma, por Mérito. Foi a única equipa do Distrito de Moçâmedes que foi campeã de Angola em Basket.
Isso aconteceu em 1962, na classe de JUNIORES. O Clube ? O Atlético, tinha que ser. Quem estiver aqui
no Encontro, agradeço que se levante, e venha até aqui ao pé de mim.
São eles:
Albérico Faustino
Germano Codinha Fernandes
Alfredo Santos (Camona + velho, já falecido)
Carlos Brazão
Arménio Minas (Tchifufa)
Caldeira Martins
Zéquinha Cruz (Capitão)
João Martins de Almeida
Era treinador o Sr. Xico Carmo
A outra equipa, é meramente uma opinião minha. Eu ficava "maravilhado" a vê-los jogar. Muito bem
ligados, conheciam-se bem.
De vez em quando saiam passes, que fazia lembrar os GlobeTroters, em grande ascensão nos ultimos
anos de 50, principios de 60. Esta equipa durou 4 ou 5 épocas, o clube? Sport Moçâmedes e Benfica.
São eles:
Alfredo Haschmeister
António Araújo
Arnaldo van der Kellen
Cardoso Alves
Clélio Cunha
Emílio Teixeira
Jorge Madeira
José Abrantes
Pieter van der Kellen
Era treinador o Sr. Artur Pinho Gomes
Para terminar vou recordar outros treinadores, que com a sua abnegação espírito desinteressado, carolice, formaram outras
equipas, noutros clubes, alguns deles antigos jogadores.
Fernando Galvão
Tó Gomes
Norberto Aspra
José Luis Ferreira
Orlando Gomes
Zeca Bauleth
Chamo então, para a fotografia todos os que aqui foram referidos e pedir desculpa por um ou outro que, por lapso, não ter sido
lembrado.
Muito Obrigado.
Walter Frota
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Sport Moçâmedes e Benfica
Cerimónia da inauguração do Estádio Municipal de Moçâmedes (actual Namibe) «Telmo Vaz Pereira» : 26 de Novembro de 1972
Inauguração do Estádio Municipal de Moçâmedes (actual Namibe) «Telmo Vaz Pereira» : 26.11.1972
Nota: Após ter sido publicada esta postagem, recebi um contacto de alguém que me informou, que, não obstante de início, o nome escolhido ter sido "Estádio Municipal Telmo Vaz Pereira", tal não se concretizou. Manteremos contudo o nome, enquanto aguardamos uma clarificação do assunto, pois não me souberam esclarecer. No livro de Mário Guedes da Silva sobre o desporto moçamedense , consta o "Estádio Municipal Telmo Vaz Pereira".
Estávamos a 3 anos da independência de Angola, quando finalmente Moçâmedes passou a dispôr de um novo Estádio Municipal: o "Estádio Municipal Telmo Vaz Pereira", no local conhecido por "furnas de Santo António". Este local, que ficava perto do antigo campo de aviação, foi aproveitado para o efeito por se tratar de um baixio que se adaptou perfeitamente àquela construção. Uma curiosidade: era para essas "furnas" que em tempo de cheias do rio Bero escoavam as águas que transbordavam do leito, quando as margens do rio ainda não se encontravam reguladas.
Descerramento da placa comemorativa pelo Governador do Distrito de Moçâmedes.
Na bancada de honra: o Governador do Distrito, Luis Gonzaga
Bacharel, Presidente interino da Câmara Municipal de Moçâmedes, o Eng.Alípio
Pinheiro da Silva, Lourdino Tendinha, Presidente da Câmara Municipal de
Porto Alexandre.
Sentadas: as respectivas esposas
Este dia, para além da cerimónia tradicional de descerramento da placa comemorativa pelo então Governador do Distrito de Moçâmedes, foi marcado por um desfile de atletas de todas as modalidades desportivas, e ainda por um jogo de futebol disputado entre o Independente de Porto Alexandre e o Varzim Sport Clube. A partir de então, atletas e espectadores passaram a dispor de melhores condições e a cidade em geral passou a beneficiar de instalações mais compatíveis com a época e as necessidades crescentes do um distrito em permanente evolução.

Desfile de atletas de todas as modalidades no dia da inauguração do Estádio Municipal «Telmo Vaz Pereira», dia 26 de Novembro de 1972
Para trás ficaram os campos de terra batida e sem condições onde se efectuavam os encontros de futebol, primeiro em frente ao edifício dos Caminhos de Ferro, em seguida no largo um pouco mais ao fundo, com bancadas e balneáreos rudimentares, e inadequadas ao tempo.
Os clubes no distrito de Moçâmedes, sem quaisquer subsídios por parte do Estado e das Câmaras Municipais, foram até ao fim da colonização portuguesa, carentes de recursos materiais, e iam sobrevivendo na dependência das quotizações dos seus sócios, das poucas receitas dos jogos que se iam efectuando, e de outros mecanismos como o bingo (quino), festas, etc... Restava o esforço e empenhamento dos atletas, a «carolice» e dedicação de uns quantos, que nas horas de lazer se dedicavam à causa clubista, bem como o incentivador calor dos aplausos das gentes de Moçâmedes no momento dos jogos. Nunca é demais lembrar que em Moçâmedes os pioneiros do futebol partiram para estas lides adquirindo equipamentos com o seu próprio dinheiro, que suportaram todos os sacrifícios e limitações, treinando e jogando em campos de terra batida, em péssimas condições e que nunca se deixaram vencer, fazendo rejubilar de alegria uma cidade inteira. Nunca é demais lembrar ainda, que desses mesmos campos sairam «vedetas» que foram alimentar o desporto desta modalidade noutras paragens longínquas, levando consigo o nome da cidade, e de Angola. Um exemplo, talvez o máximo, foi Fernando Peyroteo, conhecido por «o pé de canhão», que fez parte dos célebres «cinco violinos» do Sporting Clube de Portugal e da Selecção Nacional e que figurou entre os melhores do desporto português de todos os tempos, chegando a ser seleccionador nacional o ano de 1961. Fernando Peyroteo era natural da Humpata-Angola e inciou-se no futebol em 1832, aos 14 anos, no Atlético Clube de Moçâmedes. E já em meados do século XX, nomes como de João Luis Maló de Abreu que começou em Moçâmedes, sua terra natal, a sua actividade futebolística e que se revelou um grande guarda-redes na Académica de Coimbra, quando para aquela cidade se deslocou para prosseguir os estudos, onde se formou, e onde hoje é conhecido como o Professor Dr. Maló, catedrático da Faculdade de Medicina, principal responsável pela criação do Curso de Medicina Dentária. E já próximo da independência de Angola as gentes do distrito rejubilaram com a grande proesa do Independente Clube de Porto Alexandre, que foi não só o único Clube do distrito a ganhar o Campeonato de Futebol de Angola, como a vencê-lo por três anos sucessivos (1969, 1970 e 1971), tendo ficado na posse da monumental taça «Cuca». Uma vitória estrondosa que ficou a dever-se ao esforço abnegado dos seus jogadores e do seu jogador-treinador, Manuel Gancho e de dirigentes tais como Rui Filipe Barreto de Lara e Manuel Trocado. Dessa equipa tri-campeã de Angola fizeram parte: Gavino, Gancho l (treinador e capitão), Gancho ll, Fernando, Cardeal, Quicas, Estrela ll, Estrela l, Osvaldo Bastos, Armandinho, Mário José, Castro, Agostinho e Neto.
Outros jogadores que no decurso dos anos deram também o seu contributo ao Independente Clube de Porto-Alexandre foram: Celestino Carvalho, Tica Peleira, Mário Peleira, Manuel Santos Viegas, Manuel Trocado, Ermelindo Pacheco, Rodrigues, Teofilo, Baraço I, Baraço II, Chiloango, Ernesto Ribeiro, Elisio Alves, Armindo Alves, Hipoólito Freitas, Carlos Lopes Alves Oliveira, Evaristo, Agostinho, Viena, Rolando Cunha, Júlio Cruz, João Faustino, Amaral, Parente, José Armando, Carvalho, Eduardinho, Coimbra, Ambrósio (Cicorel), Segismundo de Sousa, Domingos, Armandinho, Mário José, Castro, Capala, Lino, ...
Apesar do Independente ter sido um dos clubes pioneiros no desporto do Distrito, durante muito tempo este clube viu bloqueadas as suas aspirações de ir mais além, na medida em que não possuia instalações, e o campo de que passou a dispôr para os treinos de futebol, a partir de 1953, reduzia-se a um areal nas traseiras da antiga Delegação Marítima. E também, porque as deslocações semanais a Moçâmedes para participarem nos campeonatos distritais exigiam um grande espírito de sacrificio aos seus jogadores, dado a morosidade e penosidade dos percursos até à década de 50, uma vez que tinham que atravessar o deserto em incómodas camionetas que chegavam a demorar 4 ou mais horas para percorrer apenas 100 km. Seria caso de nos interrogarmos: o que seria então o Independente, se este clube pudesse disponibilizar aos seus desportistas as condições existentes hoje nos países avançados?
Era aqui que se desenrolavam os primeiros encontros de futebol,
em frente à Estação do Caminho de Ferro de Moçâmedes, ficando os espectadores sentados
em cadeiras colocadas ao longo da fachada da mesma
Prossigamos...
Fazendo um pequeno historial sobre o futebol no distrito de Moçâmedes, diremos que o gosto por esta modalidade começou a surgir no decurso de competições entre grupos de bairro que se rivalizavam entre si, sendo de salientar os renhidos confrontos entre os grupos do centro da cidade e os do Bairro da Torre do Tombo, e que ficaram a marcar esses primeiros tempos que antecederam os anos 20 do século passado.
Não foi por acaso que os primeiros clubes a avançar com equipas de futebol no distrito de Moçâmedes fossem, o Ginásio Clube da Torre do Tombo (Moçâmedes), e o Independente Sport Clube de Porto Alexandre, como refere Mário António Guedes da Silva no seu livro «Memórias Desportivas do Distrito de Moçâmedes - Angola». Eram equipas pertencente a clubes fortemente apoiados numa população que tinha nas lides do mar o seu sustento, e fazia desta modalidade um escape nas horas de lazer.
A equipa do Ginásio fragmentou-se com a saída em massa para o Benfica dos seus atletas.
Armando Guedes da Silva, com um ramo de flores , em cima, à dt.
O Ginásio Clube da Torre do Tombo foi fundado em 24 de Junho de 1919, por iniciativa de abnegados moçamedenses, entre os quais Óscar Duarte de Almeida, Maurício da Silva Brazão, João Duarte, Manuel Brazão, José de Sousa, Francisco Brito, Álvaro Ferreira, Rogério Viegas Ilha e Evaristo Fernandes. À semelhança do Futebol Clube Belenenses, clube ao qual mais tarde se veio a filiar dadas as suas afinidades com mar, tinha como símbolo o dragão flamejante e as cores azul e branca . Foi também a primeira agremiação desportiva do distrito a adquirir sede própria, com actividades desportivas e recreativas, que incluiam, para além do futebol e do remo, bailes de Carnaval, Pinhata, Reveillons e outras festividades, que se desenrolavam no seu amplo salão, na altura bem frequentado por gente de toda a cidade, que ali procurava divertir-se nos fins de semana. Este clube obteve brilhantes vitórias entre as quais se salienta, no final da década de 20, a vitória contra o fortíssimo time do Sporting de Luanda, por 2-1, tendo alinhado, entre outroa, com os seguintes jogadores: João da Silva Estrela (o popular Pombinha), António Guedes da Silva, José dos Santos Frota, Júlio de Andrade, Aníbal Nunes de Almeida..
Na década de 1930, o Ginásio viu-se perpassado por uma grande crise provocada pelo desentendimento entre dirigentes e os atletas, que redundou no abandono de grande número dos seus melhores jogadores, e constituiu um verdadeiro «rombo» para o clube. Tudo começou, quando Armando Guedes da Silva e Júlio de Andrade, encabeçando um processo de desvinculações, não só abandonaram o Ginásio, como levaram atrás de sí para o novo clube, de início denominado Sport Lisboa e Benfica (posteriormente Sport Moçâmedes e Benfica), formado em 9 de Setembro de 1936, outros tantos jogadores, tais como: Edmundo Seixal, Aníbal Nunes de Almeida, Arnaldo Nunes de Almeida, João da Silva Estrela, Artur da Silva Estrela, Carlos Guedes da Silva, João Viegas Seixal e João Martins Pereira Jr., o que representou uma verdadeira catástrofe para o velho clube pioneiro azul e branco. Após esta dissenção que se constituiu numa longa inactividade, o Ginásio
conseguiu recuperar e ganhar em 1946 o Campeonato Distrital de Futebol,
sem uma derrota, caso único futebol Moçâmedes. Foram Jogadores: João da
Silva Estrela, João Viegas Seixal, Antonio Baraço, João Cachopa,
Eugénio da Silva Estrela, Artur da Silva Estrela, Antonio Gonçalves de
Matos (Sopapo), Abilio Lopes Braz, Eduardo Lopes Braz , Lumelino
Trindade e Manuel dos Santos (Caboco). João da
Silva Estrela não era apenas estrela de nome, era também uma estrela no futebol do Ginásio, de Moçâmedes, e de Angola.
Passarei a descrever os nomes dos jogadores do Ginásio, que no decurso das épocas, (2) se destacam: Avelino Gonçalves (o mais destacado), Maurício Brazão (estrela),Aníbal Nunes de Almeida, Arnaldo Nunes de Almeida, Armando Guedes da Silva, Júlio de Andrade, António Calão,Mário dos Santos Frota, José dos Santos Frota, Antonio Guedes da Silva, Irmãos Peyroteu, Abílio Lisboa Lopes Braz (estrela), Eduardo Braz, João Viegas Seixal ,Cabral Vieira, António Gonçalves de Matos (Sopapo), João Viegas Ilha, Manuel dos Santos (Cabouco) Arnaldo Bagarrão, Mário Telmo Lisboa Frota (estrela), Rui Bauleth Almeida, Carlos Manuel Guedes Lisboa, Carlos Vieira Calão, Artur da Silva Estrela, Eugénio da Silva Estrela e João da Silva Estrela (Pombinha 1929-1950), este último um brilhante jogador. Por volta dos anos 1950, início de 1960, vamos encontrar alinhando pelo Ginásio uma outra estrela no mundo so futebol, José Carlos Esteves Isidoro (Zequinha Esteves), que chegou a ser transferido e a alinhar pelo Sporting Clube de Portugal.
Nos últimos anos da colonização portuguesa, o Ginásio, que nos anos 50 havia recebido uma lufada de ar fresco com a formação da sua aguerrida e simpática equipe de basquetebol feminino, esmoreceu e praticamente apagou-se.
Conforme descreve um conterreâno nosso, o Royal Atlético Clube foi fundado principalmente pelos "Ingleses do Cabo Subamarino". Quanto à foto, refere que se encontram nela Carlos C Santos (sentado à esquerda), Artur Trindade, (2º em cima, da es. para a dt), Velim de Sousa, (no meioo, em cima), e no extremo direito a foto, sentado e com bigode, Jacinto Pinho Gomes.
O 3º Clube a surgir no distrito de Moçâmedes, foi o «Aristocrata Clube» em 14 de Junho de 1922, designação algo pomposa e logo em seguida substituida por «Royal Atlético Club», designação não menos pomposa, e esta, por sua vez, por impedimento legal, definitivamente substituida por «Atlético Clube de Moçâmedes», com estatuto aprovado em 14 de Julho de 1922, data oficial da fundação.
Passarei a descrever os nomes dos jogadores do Ginásio, que no decurso das épocas, (2) se destacam: Avelino Gonçalves (o mais destacado), Maurício Brazão (estrela),Aníbal Nunes de Almeida, Arnaldo Nunes de Almeida, Armando Guedes da Silva, Júlio de Andrade, António Calão,Mário dos Santos Frota, José dos Santos Frota, Antonio Guedes da Silva, Irmãos Peyroteu, Abílio Lisboa Lopes Braz (estrela), Eduardo Braz, João Viegas Seixal ,Cabral Vieira, António Gonçalves de Matos (Sopapo), João Viegas Ilha, Manuel dos Santos (Cabouco) Arnaldo Bagarrão, Mário Telmo Lisboa Frota (estrela), Rui Bauleth Almeida, Carlos Manuel Guedes Lisboa, Carlos Vieira Calão, Artur da Silva Estrela, Eugénio da Silva Estrela e João da Silva Estrela (Pombinha 1929-1950), este último um brilhante jogador. Por volta dos anos 1950, início de 1960, vamos encontrar alinhando pelo Ginásio uma outra estrela no mundo so futebol, José Carlos Esteves Isidoro (Zequinha Esteves), que chegou a ser transferido e a alinhar pelo Sporting Clube de Portugal.
Nos últimos anos da colonização portuguesa, o Ginásio, que nos anos 50 havia recebido uma lufada de ar fresco com a formação da sua aguerrida e simpática equipe de basquetebol feminino, esmoreceu e praticamente apagou-se.
O velho campo de futebol de terra batida...
Conforme descreve um conterreâno nosso, o Royal Atlético Clube foi fundado principalmente pelos "Ingleses do Cabo Subamarino". Quanto à foto, refere que se encontram nela Carlos C Santos (sentado à esquerda), Artur Trindade, (2º em cima, da es. para a dt), Velim de Sousa, (no meioo, em cima), e no extremo direito a foto, sentado e com bigode, Jacinto Pinho Gomes.
O 3º Clube a surgir no distrito de Moçâmedes, foi o «Aristocrata Clube» em 14 de Junho de 1922, designação algo pomposa e logo em seguida substituida por «Royal Atlético Club», designação não menos pomposa, e esta, por sua vez, por impedimento legal, definitivamente substituida por «Atlético Clube de Moçâmedes», com estatuto aprovado em 14 de Julho de 1922, data oficial da fundação.
Se nos perguntassem o que estaria por detrás da tendência dos moçamedenses para aplicarem de início ao Atlético, designações tão pomposas e algo estrangeiradas, diria que Moçâmedes, por esta altura, contou com a presença de noruegueses que se dedicavam à pesca da baleia, numa fábrica na Praia Amélia, e que nas horas de laser praticavam desporto, muitos deles exímios jogadores de futebol que reforçaram os times da terra (em especial o Ginásio Clube da Torre do Tombo), que beneficiou da boa técnica desses atletas nórdicos, dotados de experiência e dos mais avançados métodos de preparação física e táctica. Partiram e não voltaram. Também na mesma época, encontravam-se estacionados no edifício do Cabo Submarino, funcionários ingleses que nas horas de laser se dedicavam ao futebol.
A fundação do Atlético ficou a dever-se aos seguintes desportistas: Eduardo Brazão, Anastácio Gomes Coelho, António da Costa Carvalho Jr. Celestino de Freitas, Cristiano Reis, Domingos Parente da Silva, Fernando Quartim Assunçãoo, Gilberto Gato, João de Jesus Falcão, Manuel Honrado, Sérgio Reinaldo Melim e Segismundo Sampaio Nunes. Porém, segundo refere Mério António Gomes Guedes da Silva no seu livro Memórias Desportivas do Distrito de Moçâmedes - Angola, pg. 2, último parágrafo, «...os auto-intitulados aristocratas foram impotentes para debelar as várias crises por que o Clube passou, devendo-se a sobrevivência do Atlético « prolongada dedicação de alguns dos seus sócios, entre os quais se evidenciam os nomes de Arlindo Cunha, António da Rocha Minas e Raaúl Radich Junior.»
Para algum dos futebolistas do Atlético atrás referidos, vestiram também a camisola do Atlético, Raul Radich Jr., Jorge Radich, Norberto dos Santos, Abel Vaz Pereira, Hugo Vaz Pereira, Sérgio Reinaldo Melim, Gilberto Gato, Domingos Parente da Silva, Cristino dos Santos Reis, Álvaro S Peyroteu, Mário S. Peyroteu, Carlos de Abreu , Fernando Seixas Peyroteu (estrela), Espinha, João de Sousa , Mário Rocha, Mário de Andrade (estrela), Mário Leitão (estrela) , Norberto Gouveia(estrela), João Martins (Latinhas), Roberto Martins (Latinhas) (estrela), José Serreeiro. China, Orlando Teixeira, João Pinto, José Dolbeth e Costa, Joaquim Joãoo da Silva (Mangueta) Rui Mendonça Torres, Mário Seixal Almeida, Leovegildo Varandas, Jaime Viana, Fernando Andrade Vieira, Francisco Melo etc. Fernando Seixas Peyroteo, foi um dos mais brilhantes jogadores de Angola que marcou 700 golos ao longo carreira como avançado centro, tendo alinhado 20 vezes na seleccão. Falecido no ano de 1978, Peyroteo, que se iniciou no futebol na equipe do Atlético Clube de Moçâmedes, e com 15 anos de idade foi seleccionado ,continua a ser invocado como um dos «cinco violinos» do Sporting. e o seu nome invocado como um dos maiores do futebol português.
Nesse mesmo ano de 1822, a 1 de Julho surge um 4º Clube no distrito de Moçâmedes: o «Sporting Club Leitão» formado por um grupo de funcionários da casa Rogado Leitão, de cuja Direcçãoo constavam os seguintes nomes: Francisco Lopes Braz (Presidente), Arménio Rocha Mangericão (Secretário), José Carlos de Freitas Jr. (Tesoureiro), Pedro Parente da Silva, Henrique Sena Jr e Jossé Augusto Quadros (Vogais), sendo o Conselho fiscal preenchido por António Parente Albuquerque e António Leitão Oliveira. Este clube passou a denominar-se Sporting Clube de Portugal em 2 de Agosto de 1822, e no ano seguinte em Assembelia Geral de 22 de Maio de 1923, passou definitivamente a denominar-se Sporting Club de Moçâmedes, tendo como o Sporting Clube de Portugal, do qual se tornaria a 9ªa filial, adoptado como símbolo a águia e as cores branco e verde às riscas. Seria injusto não deixar aqui expressos os nomes de tantos outros jogadores sportinguistas que ainda que não fazendo parte destas foto, ao longo de tantos anos deram o seu esforço em prol do Sporting, tais como: Júlio Seixas Peyroteo (estrela), Emelino Abano, Joaquim Guedes da Silva, Telmo Vaz Pereira (estrela), António Pedro Bauleth, Angelo Nunes de Almeida, Eduardo Sampaio, Pedro Paulo, Rogério Pompeu da Silva, Fernando Vilares, Mário Frota Tendinha, Carlos Maria Inácio (estrela), Alfredo Sales Esteves, Hugo Bento Maia, José Pedro Bauleth (estrela), Adriano Nascimento Jr. (estrela), Carlos Lopes Alves de Oliveira, (estrela), José Costa, Pedro Costa, Manuel Maria Inácio, Pinto, Renato de Sousa, Justo Monteiro, Honorato Monteiro, Francisco de Freitas, Eugénio Alípio, Manuel Veli de Sousa (estrela), José Esteves Isidoro (estrela) etc, etc.. O Sporting foi o único Clube que conquistou quatro campeonatos distritais consecutivos, sendo muitos dos seus atletas dessa época convidados para integrar a selecção. De entre os jogadores do Sporting que mais realce tiveram contam-se: Júlio Seixas Peyroteu, Telmo Vaz Pereira, Carlos Lopes Alves de Oliveira, Manuel Veli de Sousa. Entre os nomes que figuraram nas suas direcções, destacamos: José Carlos de Freitass, Comandante Fragoso de Matos, Arnaldo Sanches Osório e por último, João Thomaz Sena da Fonseca.
Finalmente a 10 de Setembro de 1936, a partir do desentendimento acima referido entre alguns jogadores do Ginásio Clube da Torre do Tombo e a sua Direcção, surge o último clube a ser criado no distrito de Moçâmedes : o Sport Lisboa e Mossãmedes, nome em seguida alterado para Sport Mossamedes e Benfica, depois Sport Moçâmedes e Benfica, tendo por sómbolo águia altaneira e as cores vermelho e branco. Da sua Comissão organizadora fizeram parte nomes como: Caetano José de Almeida, (popularmente conhecido como Cabo Almeida, pertencente ao então corpo da Guarda Fiscal), Júlio Andrade, Armando Guedes da Silva, João Guedes da Silva e João de Almeida. Da 1ªa Direcção do Sport Lisboa e Benfica (1937/1938) fizeram parte: Armando de Freitas Campos, Luciano da Cruz Coquenão, Francisco Antunes da Cunha, Manuel Ferreira Barbosa, António Guedes da Silva, Óscar Duarte de Almeida, Hemitério Alves de Oliveira e Alberto Ferreira da Silva.
Com a formação do Sport Moçâmedes e Benfica, outros tantos jogadores do Ginásio passaram-se para esta equipe deixando o Clube azul e branco completamente desfalcado, enquanto o Benfica ia alcançado retumbantes vitórias, tendo ganho inclusive a Taçaa Inauguração.
Resta salientar aqui nomes de outros tantos jogadores que nas diferentes épocas contribuiram para engrandecer o futebol do Sport Moçâmedes e Benfica: Vitor Fernandes, Mário França, João Rodrigues Trindade Jr., José Braga, Américo Viveiros, Joaquim dos Santos João de Almeida, Alcino Quintino, Adelino Correia, José Ferreira Rangel, Ernesto Ribeiro, Renato Silva, Manuel de Oliveira Leitão, Cachiço. João Teixeira da Silva , Manuel Sales Esteves, Digialme Bernardinelli, José Costa Santos, Camilo Costa, Jaime Ferreirim, Carlos Alberto Trindade Abreu (Nito), Mário Eugénio Freitas de Sousa (Zezo), Vitorino Simão, David Proença, Clélio Cunha, João António Guedes da Silva, Mário António G. Guedes da Silva, Orlando Ferreira Gomes, Ernesto da Luz Gonçalves, Sérgio Nunes da Silva (estrela), João Teixeira da Silva (estrela), Luis Ferreira Rangel (estrela), Narciso Cruz (estrela), Carlos Robero Freitas de Sousa (Beto) (estrela), Jorge Madeira, José Andrade, José Paiva, Casimiro Figueiredo Jorge, Emilio Teixeira, Jorge da Silva Loures, etc
Grande parte deste texto foi elaborado a partir da leitura do livro «Memórias Desportivas do Distrito de Moçâmedes - Angola», de Mário António Gomes Guedes da Silva, que focaliza sobretudo um universo temporal que abrange as quatro primeiras décadas do futebol moçamedense , pelo que ficarão aqui a faltar, por desconhecimento nosso, nomes de muitos desportistas que na altima década da presença portuguesa em Angola, honraram o futebol moçamedense.
MariaNJardim
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